Antes de tudo, p2p, abreviatura de peer-to-peer, é uma maneira de compartilhar arquivos via Internet, e literalmente significa "par a par"; para ser mais claro, trata-se da troca de arquivos entre computadores clientes (nossos PCs), desafogando servidores, que só têm o trabalho de organizar os arquivos. Exemplos clássicos de softwares p2p: Napster, Morpheus, Kazaa, eMule etc.
Introdução
Criada por Bram Cohen, a tecnologia BitTorrent foi uma revolução no mundo do p2p. Este protocolo acabou com um dos principais problemas das redes tradicionais: usuários que só fazem download (baixam dados), e não contribuem com os demais fazendo upload (enviando dados). No BitTorrent, só é possível fazer download se o upload for feito. Ambos os processos acontecem simultaneamente, com duas exceções: é possível fazer apenas download quando há só um leecher, ou seja, você; e também é possível fazer apenas upload, quando você termina seu download e continua compartilhando, tornando-se um seeder. Mais a frente estes novos termos serão explicados. Resumindo tudo, quanto mais pessoas estiverem baixando um mesmo arquivo, mais rápidos os downloads serão.
É um programa ou o quê?
Há uma certa confusão entre o programa BitTorrent e o protocolo BitTorrent. O protocolo é a tecnologia em si, usada por diversos clientes (programas), dentre eles o BitTorrent programa. Há diversas aplicações que usam este protocolo: BitComet, Azureus, Torrent Storm, ABC, BitTornado etc.
Termos específicos
O BitTorrent usa alguns termos peculiares. Segue a explicação de cada um deles:
- Seed: é quem começa a distribuição, ou seja, o usuário que tem o arquivo completo, e só faz upload (envia). Qualquer um pode virar seeder, basta completar o download, e deixar o programa aberto, enviando o arquivo;
- Leech: é aquele que está fazendo download (baixando). Também faz upload (envia), simultaneamente;
- Peer: qualquer computador que esteja compartilhando o arquivo, seja seeder ou leecher;
- Tracker: é o servidor. Tem a tarefa de organizar e direcionar os arquivos disponíveis para download. Dependendo do tracker, também contabiliza dados estatísticos dos arquivos;
- Swarm: é o conjunto de computadores que estão participando de alguma distribuição. Se um arquivo está sendo compartilhando por 4 seeders e 10 leechers, o swarm é de 14 computadores;
- Hash: número que identifica um arquivo num tracker.
Fazendo downloads
Quem vê de fora, pensa ser um bicho de sete cabeças. Mas, ao contrário do que parece, usar o um cliente de BitTorrent é facílimo.
Embora o conceito seja o mesmo, o BitTorrent tem leves diferenças em relação aos outros compartilhadores p2p. No Kazaa da vida basta entrar, digitar qualquer coisa na pesquisa, e iniciar o download; já no BitTorrent a coisa é mais organizada. Não há pesquisa no programa. O usuário deve procurar o *.torrent nos trackers (sites), baixá-lo, abri-lo pelo cliente de BitTorrent, e aí sim, iniciar o download. Numa analogia rápida, o *.torrent serve como uma espécie de ticket de entrada para o compartilhamento de determinado arquivo. É nele que que faz a ligação do seu PC com o tracker, possibilitando assim o compartilhamento com o swarm.
Prática: fazendo um download
Vejamos um exemplo prático, com o arquivo de instalação do BitComet. Em primeiro lugar, baixe e instale um cliente de BitTorrent. Recomendamos o ABC, ou o BitComet, mas nada impede que você escolha outro de sua preferência. O acervo de clientes é vasto, logo cada pessoa tem um preferido, basta testar vários e adotar o seu.
Outro download, agora o *.torrent. Clique aqui para baixá-lo. Grave-o em qualquer lugar, isso não fará diferença; só lembre-se de onde o salvou. Abra seu cliente, e clique no botão para adicionar um *.torrent. Veja onde eles se localizam no ABC e no BitComet:

Imagem 1. Adicionando um *.torrent.
Uma janela pedindo para que você localize o *.torrent se abrirá. Selecione e abra o *.torrent recém baixado.

Imagem 2. Localizando um *.torrent.
Automaticamente o download se iniciará. Fácil, não?
É possível parar o download e continuar posteriormente, sem perda de dados. Os arquivos baixados são gravados numa pasta pré-determinada pelo cliente, sendo que esta é passível de mudança, geralmente nas opções (settings) do programa. O comum é a pasta padrão ser C:\Arquivos de Programas\[nome do programa]\Downloads.
Ilegalidade
Muita gente, ao ouvir "p2p", já faz associação com a distribuição ilegal de arquivos pela web. É fato que esse tipo de compartilhamento predomina no submundo da pirataria online, mas é errôneo afirmar que esta é sua única finalidade. Há vários trackers legais.
Logo, não é a tecnologia que infringe a lei, mas sim sua aplicação e uso por parte de algumas pessoas. Se esse conceito errado fosse levado a outras áreas, seria correto culpar o fabricante de armas por todos os assassinatos do mundo. A finalidade do fabricante não é matar pessoas; isso acontece por causa das pessoas que fazem mau uso das armas.
Finalizando
O BitTorrent é muito útil, versátil, e atualmente, o responsável por 35% do tráfego de dados na Internet, número maior que o de todos os demais compartilhadores de arquivos somados! A questão acerca da legalidade do mesmo é algo que ainda será muito discutido, mas uma coisa é certa: se bem utilizado, o BitTorrent promove benefícios para todo mundo: servidores menos carregados, e internautas fazendo downloads a boas velocidades. Alguém duvida da força do torrent?
Quem escreveu?
Rodrigo P. Ghedin. 23 anos, paranaense, blogger, MVP Microsoft, acadêmico de Sistemas de Informação, leitor voraz, cinéfilo padawan e peladeiro de PES. Windows-user desde 1996. Powered by "PC frank" e Dell Vostro 1000, ambos rodando Windows 7 Ultimate.
Posts deste autor — Mande um e-mail
Posts relacionados
Neste dia, em outros anos...
-
Nado







Processing your request, Please wait....







