A GPL, ou Gnu General Public License, é uma licença criada por Richard Stallman (esse cara aí em cima), sob a qual a maioria dos programas open source está licenciada. Esta licença permite que a obra seja copiada, alterada e (re)distribuída, inclusive com ganho financeiro em cima. A penúltima versão (GPLv2), de 1991, é amplamente usada.
Licença: GNU General Public License v3.
Na última sexta-feira (29/06), foi lançada a polêmica GPLv3, nova versão da licença que há alguns meses vem causando confusão entre os adeptos do software livre, graças às loucuras de Stallman. No final, cedeu um pouquinho, mas mesmo assim a receptividade da GPLv3 não foi muito boa.
Uma das coisas que mais irritam Stallman é o acordo fechado entre a Novell, detentora da distro SuSE Linux, e a Microsoft. O acordo prevê o pagamento de royalties daquela a esta, em troca de benefícios, como suporte a formatos proprietários da Microsoft, e a promessa da MS não mover ações contra a Novell e os consumidores da mesma. Stallman incluiu na GPLv3 um trecho específico sobre acordos com empresas de softwares proprietários, e isso gerou um certo desconforto nos domínios de Bill Gates.
Em nota oficial, a Microsoft afirma, com todas as letras, que não adota a GPLv3, e que nenhuma ação da empresa dá a entender que ela a adota ou poderá vir a adotá-la. Não há nada de errado nisso, já que empresas e desenvolvedores poderão continuar utilizando a GPLv2 sem problemas, até quando quiserem.
Notícia chata, sobre um assunto chato, motivado por um barbudo chato. Chato, não?
Quem escreveu?
Rodrigo P. Ghedin. Paranaense, 22 anos, bacharel em Direito e aficionado por informática. Windows-user desde 1996. Powered by "PC frank" (7 Ultimate) e Dell Vostro 1000 (XP Home).
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