StarOffice.

Alguém se lembra do StarOffice? Trata-se do “pai” do OpenOffice.org, por assim dizer, desenvolvido pela Sun e, até agora, vendido de forma convencional, por U$ 70,00 (igual o Microsoft Office - exceto pelo preço).

Silenciosamente, a Google incorporou-o ao Google Pack, seu pacotão de softwares, de forma totalmente gratuita. Essa ação é fruto de um acordo firmado entre a empresa e a Sun há pouco mais de um ano.

Tal novidade traz diversas implicações relevantes para o agitado mercado das suítes de escritório. Vamos a elas.

Para quem estava apostando num “Google Office”, a inclusão do StarOffice é um balde de água… morna. Não chega a ser de água fria, pois o Docs & Spreadsheets está aí, e rumores sobre a aquisição de um serviço de apresentações de slides chovem há alguns meses. Se isso irá atrasar, ou mesmo frear as investidas da Google no sentido de mover o escritório para a web, só o tempo dirá. Outra possibilidade seria a Google estar dando uma opção àqueles que não querem guardar arquivos em seus servidores, ou que queiram trabalhar offline (embora essa esbarre no Google Gears).

Outra implicação, esta mais evidente, é que a Google, com o StarOffice, não está batendo de frente com o Microsoft Office, mas sim com os “segunda opção”, a saber: Corel WordPerfect e OpenOffice.org. A Google, que vive apoiando iniciativas open source (vide Firefox), poderia muito bem ter incluído este último no Pack. Especialistas dizem que ela só não o fez em virtude do já citado acordo firmado com a Sun. Se abalará a hegemonia da Microsoft? Dificilmente. Se incendiará a disputa pelo segundo lugar? Provavelmente.

A única certeza no momento é que, mais uma vez, o consumidor sai ganhando, afinal, bem ou mal, trata-se de mais uma opção gratuita para escolher.

Fonte: BetaNews.