A última versão do Mac OS X, o Leopard, trouxe, dentre trezentas novidades, os stacks. Tratam-se de ícones especiais do Dock que, quando clicados, expandem-se no formato lista ou grade, mostrando ícones, pastas e arquivos. Além da beleza estética, se bem utilizado, os stacks podem ser úteis, deixando sempre à mão programas e pastas mais utilizados.
Sendo próprio do Mac OS X, é normal o fato de não haver nenhuma solução semelhante oficial da Apple para Windows. Porém, através de programas de terceiros, dá para trazer ao sistema da Microsoft os stacks, do mesmo jeito que ocorre com outras aplicações, como o próprio Dock.
Como utilizar stacks no Windows?
No nosso caso, o programa que fará a “emulação” é o Rocket Dock, um dos muitos clones do Dock para Windows. A instalação do programa dispensa maiores explicações. Ele traz tudo o que seus rivais trazem também: efeito mouse hover, configurações de qualidade e desempenho, e os docklets. Docklet é um “ícone especial”, por assim dizer, que não se limita a servir de atalho para pastas e/ou arquivos. São, na realidade, mini-aplicações que rodam no dock. E é graças a um docklet que podemos ter os stacks no Windows.
O nome do docklet é Stack Docklet. Baixe o arquivo, e descompacte a pasta homônima na Arquivos de programas\rocketdock\Docklets. Vejamos agora como habilitar um stack, e como configurá-lo.
Ah sim: este docklet também funciona com os programas ObjectDock e no RK Launcher.
Configurando um stack no RocketDock
Clique com o botão direito do mouse numa parte vazia do dock, aponte para Adicionar Item, e clique em Stack Docklet.

Um ícone de uma caixa transparente aparecerá na barra. Eis aí o stack. O próximo passo é configurá-lo, e para tal, clique com nele com o botão direito, e no menu de contexto, clique em Propriedades do Ícone.
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Uma caixa de diálogo diminuta aparecerá na tela. Ela divide-se em duas abas: a Current docklet diz respeito às configurações relativas apenas ao stack em questão; e a Global settings, que abrange todos os stacks.
Na Current docklet, como já dito, configura-se o stack em destaque. As configurações são poucas e fáceis de serem feitas.

Em Folder, é escolhida a pasta-base do stack, ou seja, aquela cujos arquivos e pastas que estejam dentro serão exibidos no stack. Em Icon, pode-se alterar o ícone padrão do stack por um outro qualquer. Em Sort by, é definido o critério para a organização de arquivos (nome, data de criação, data da última modificação, data do último acesso, tipo). Por fim, Mode é a opção que determina o tipo de exibição do stack: grid ou fan (mais informações sobre esses modos abaixo). Deixando em Automatic, o tipo muda de acordo com a quantidade de arquivos.
As configurações globais (Global settings) precisam ser feitas uma única vez para que sejam aplicadas a todos os stacks atuais e futuros.

Em 'Open folder' text, define-se o texto que aparece no último ícone que aparece nos stacks, o qual, quando clicado, abre a pasta correspondente. '%d more' text faz a mesma coisa, mas para a mensagem que indica quantos itens existem na pasta além dos exibidos. Por fim, em Font configura-se a fonte utilizada nos nomes dos ícones.
É possível acrescentar quantos stacks forem necessários, sempre seguindo o mesmo caminho mostrado até aqui.
Modos de exibição: fan e grid
Há dois modos de exibir ícones nos stacks: fan e grid. Quem já viu alguma apresentação do recurso no Leopard, certamente os reconhecerá facilmente.
O fan lista os documentos numa espécie de curva:

Já o grid exibe um quadro, um tipo de grade:

Um detalhe legal é que não só o visual é idêntico, mas também as animações dos ícones saindo e voltando para a caixa foram reproduzidas. A qualidade impressiona!
Extras
Para quem quer personalizar ainda mais os stacks, vale a pena conferir estes pacotes de ícones. Os deste aqui trazem reflexo na parte inferior, combinando muito com o background mostrado abaixo.

E para fechar, o background utilizado no Leopard. Basta descompactar a pasta na seguinte: Arquivos de programas\rocketdock\Skins; depois, entre nas opções do RocketDock, clique na aba Estilo, e no menu Temas, selecione Leopard.
Conclusão
Embora não pareça, o consumo de memória é bem baixo. Com dois stacks, janelas minimizadas no dock, e alguns atalhos, o gasto não passou de 15 MB. Além disso, o RocketDock é bastante estável e fácil de usar.
Espero que tenham gostado da dica, e até a próxima!
Quem escreveu?
Rodrigo P. Ghedin. Paranaense, 22 anos, bacharel em Direito e aficionado por informática. Windows-user desde 1996. Powered by "PC frank" (7 Ultimate) e Dell Vostro 1000 (XP Home).
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