Notebook na escola: dá certo?
Publicado em 01/03/2008, na categoria Artigos.
XO para cá, Classmate para lá, Positivo na briga também… Afinal, por trás dessa corrida desenfreada na busca do notebook ideal para as crianças utilizarem na sala de aula, será que um PC portátil ajudaria no aprendizado? Na minha modesta opinião, a resposta é: sim! E neste artigo, explicarei o porquê.
Neste último ano de faculdade (é, tô quase formado!), decidi levar comigo o notebook à sala de aula. Desde que comecei a digitar mais do que escrever com caneta e similares, há uns dez anos, a naturalidade com que aperto teclas é bem maior do que a que tenho rabiscando sinais que, dependendo da situação, parecem hieróglifos. Enfim, decidi abolir o caderno, e usar só o notebook para acompanhar as aulas. Aqui entra o primeiro ponto a ser considerado: habilidade no teclado. Afinal, se for para “catar milho”, melhor continuar com papel e caneta. Pelo menos até ter habilidade suficiente para escrever rapidamente no teclado.
As vantagens de organizar notas das aulas em arquivos, ao invés de matérias no caderno, são inúmeras. No computador, por exemplo, posso escrever de qualquer maneira a torrente de informações que o professor passa, e depois, em casa, com calma e tempo, formatar o texto, destacar as partes importantes, complementar com pesquisas e material de apoio, reorganizar as anotações para que o conteúdo flua melhor. Na época caderno, sentia um ódio profundo quando o professor pedia para pularmos três linhas para o ditado de um conceito, e ao proferir o mesmo, o texto fosse de mais de três linhas. Gostava do meu caderno bonitinho, hunf!
É importante que a escola/faculdade forneça uma infraestrutura que potencialize o uso de notebooks em sala de aula. O requisito mínimo, e dificilmente atendido pelas nossas instituições atualmente, é ter tomadas disponíveis para todos os alunos. Meu notebook, com bateria de seis células, se estiver com o WiFi desligado, e brilho do monitor no mínimo, dura as quatro horas de aula, com sobras. Só que, usá-lo com brilho mínimo é um sacrifício para os olhos, sem falar que o cuidado em não gastar a bateria, sob a forma de economia de recursos e programas, enche o saco. Como hoje a quantidade de alunos que utilizam notebook é pequena, duas ou três tomadas, com a ajuda de “tês”, resolvem o problema.
Ainda sobre infraestrutura, oferecer conexão à Internet sem fio (WiFi) é um ótimo complemento. Talvez seja uma faca de dois gumes, mas sobre isso falo depois. O WiFi possibilia acesso a informações externas com rapidez sem igual. No Direito, por exemplo, tenho acesso a todas as leis vigentes no país, atualizadíssimas, através do site da Presidência; posso, também, procurar artigos em sites como o Jus Navigandi e o DireitoNet; posso buscar notícias relacionadas à matéria em discussão; enfim, posso ter acesso a uma ampla gama de fontes e informações auxiliares, num estalar de dedos. Algo que, num cenário onde notebooks e WiFi inexistem, só seria possível na aula seguinte.
Acredito que a área do curso também influencie. Não sei como funciona o LaTeX e similares, mas não consigo visualizar a utilização de um notebook numa aula de exatas. Pelo menos na parte teórica, já que, na prática, programas específicos como AutoCAD e Maple auxiliam muito engenheiros de diversas espécies. Na área de humanas, como é só textos e mais textos, a aplicação do notebook é direta e sem inconvenientes. Alguém aí estuda exatas? Poderia nos dar seu parecer sobre este ponto? Obrigado!
Como tudo na vida, usar o notebook na escola/faculdade não é um mar de rosas. Alguns cuidados extras são requeridos, e cumpri-los é algo primordial para atingir as metas desejadas. Considero duas como as mais importantes. A primeira é fazer backup. Afinal, o notebook pode pifar, ou, o que é mais comum, ser roubado. Essa possibilidade existe, especialmente para quem mora em grandes cidades e vai à pé para a faculdade (como eu). Particulamente, hospedo minhas anotações num servidor, e assim mato dois coelhos com uma cajadada só: além de servir de backup, colegas de classe baixam minhas anotações de lá. O outro ponto é tomar cuidado com distrações, especialmente se houver WiFi. A Internet é tentadora, e eu mesmo já me surpreendi algumas vezes distraído da aula graças a algum site. Tanto que, depois de concluir que isso é, de fato, um grave problema, impus a mim mesmo a regra de só navegar livremente nos intervalos entre as aulas. Durante, quando muito, deixo apenas o e-mail aberto, para eventuais emergências. Manter a disciplina é difícil, mas as vantagens compensam o esforço.
Abordei a questão sob o ponto de vista de um acadêmico, logo, não sei se tudo que escrevi se aplica aos ensinos fundamental e médio. Que a informática pode ajudar na formação, isso é inegável, agora se este objetivo será atingido através de programas como o OLPC, só o tempo dirá. De minha parte, torço para que dê certo.





41 comentários
Fabrício
1/03/08, 11:21
Realmente, notebook é devia ser usado no lugar dos cadernos… Porém, se for usado pra lazer durante as aulas, acaba atrapalhando…
Beco
1/03/08, 11:35
Softwares como Matlab são úteis no estudo de cálculo (comportamento de funções, etc.).
FelipeBZ
1/03/08, 11:37
Pois é…
Vantagens e desvantagens.
Usar o computador para a aprendizagem é bom, mas requer certa intimidade com o aparelho.
Bom, eu curso Sistemas de Informação e uma das nossas ‘matérias’ é Laboratório de Programação.
(Ainda) Não tenho um notebook, mas sempre levo meu pendrive comigo. Durante essas aulas práticas, vou fazendo anotações no bloco de notas mesmo. Quando chego em casa, edito ele, bonitinho, e pronto. Fica muito mais fácil pra estudar depois.
Fazer anotações rápidas no caderno? Sem condições…
Eduardo Coelho
1/03/08, 11:42
Show de bola o texto, também acho que o notebook ajuda muito na sala de aula, principalmente para quem tem uma letra “ridicula”, como a minha, que nem com caligrafia resolve.
Uma dica sobre onde “hospedar” os textos de backup, uma boa é usar o Google Docs, dá pra manter tudo organizado lá!
Neto Lima
1/03/08, 12:10
Isso seria ótimo, eu acho cadernos nas escolas uma coisa ainda primitiva, infelizmente quando no Brasil existir um notebook para cada aluno eu já terei terminado (3º ano).
Isso seria uma boa, mas na minha escola (cidade pequena), a maioria dos alunos usam computador pra êmi éssi êni e orkut. Mas graças a Microsoft com o programa Aluno Monitor eu me salvei!
dalbo1201
1/03/08, 12:52
Faço eng. civil e realmente nas aulas teóricas em muitas matérias não seria um facilitador o uso do computador. Muitos desenhos sem padrão como exemplos impossíbilitariam.
Sem contar que muitos programas de engenharia o aluno não tem um conhecimento prévio, como no uso o Word etc… E olha que muitos tem dificuldade em usar o Word mesmo.
Mas em cursos onde são usados apenas textos, ou até em aulas de exatas com textos, sim existem algumas, acho bem vindo.
O que realmente atrapalha é a infra-estrutura bem deficitária.
Paulo
1/03/08, 13:18
Eu divido da mesma opnião de você Ghedin, porém estou estudando no Ensino Médio, e vejo seria quase impossivel levar meu notebook para sala de aula. Os professores nao tem preparo para isso, e muito menos os outros alunos. Ainda têm muito pela frente, então acredito que usar note em sala de aula, pelo menos EM é uma preciptação (mesmo eu querendo muito).
Thássius V.
1/03/08, 16:29
No texto foi usado o termo “escola”, mas na verdade é faculdade. Neste caso, acredito que o notebook seja um agregador de funcionalidades, de facilidades. Se bem usado.
Mas tenho minhas dúvidas quanto à distribuição irrestrita a crianças em início de vida escolar.
Petrelli
1/03/08, 18:46
Pois bem.
Na minha opnião acho que você tem toda razão em seus relatos.
Estamo vivendo aqui no Brasil, neste momento, uma verdadeira revolução no quesito, tecnologia, e tudo está favorecendo para que cada vez mais sejam usados notebooks não somente como uma ferramenta de trabalho, mas também para estudos além é claro para diversão também.
Petrelli.
Neto Lima
1/03/08, 19:17
A maioria dos meus professores de português apoiariam notebook na sala de aula, escrever além de cansar a mãe não é igual a um texto digitado que pode ser editado facilmente.
Adilson V. Casula
1/03/08, 21:25
otimo texto rodrigo, parabens
bom eu faço Licenciatura Plena em Matematica - 4º ano (graças a deus), dando meu parecer sobre o assunto, o mesmo foi colocado em questaum na minha ultima aula de historia da matematica, na verdade foi mais um combate do que um debate srssr, o professor que iniciou o assunto digamos que ele é meio conservador nessa area (eu diri aultrapassado), mas no inicio da faculdade ele disse que o dia que ele utilizasse um celular ele estaria louco, pois bem hoje nao vive sem o mesmo
voltando ao assunto, assim como o paulo disse ali em cima, o problema nao é o numero de tomadas, facilidade ou dificuldade do usuario (tbm são), mas sim o mal preparo do professor. esse meu professor, comentando o fato da implantação de novos laboratorios de informatica nas escolas estaduais, faz uma observação tipica do perfil dele. fazendo, ate agora nao entendi, uma reclamação ou um elogio, do o governo tem implantado o linux como S.O padrão para as escolas. dizendo que este naum tem validade nenhum ano aprendizado do aluno e ainda que apenas foi adotado pelo fato de os alunos nao estarem habituados ao SO, tordo assim o professor uma referencia (posto que esse tenha o conhecimento no devido)
sei que fugiu um pouco do assunto, mas o ponto que eu quero chegar é que realmente as escoals nao estao preparadas para dar esse suporte. e se no decorrer de uma aula, o aluno tiver alguma dificuldade na resolução de um exercicio (digo na minha area) e o professor naum conseguir acompanha-lo. ele sabe a resposta mas naum sabe como transforma-la (uma planilha do excel por exemplo)
no caso da faculdade ja e diferente, digamos que é cada um por si. e sempre ajuda, tirando as aulas de calculo eh claro srsrssrsr
Philemon
1/03/08, 22:03
O uso do notebook na universidade, é adequado e proveitoso. Já nos cursos fundamental e médio, acho que não “rola”. A meninada não se concentraria.
Essa de o governo “aparelhar” as escolas com notebook é conversa pra boi dormir. A realidade é esta: Hoje nas escolas, por esse país afora, estão faltando: carteiras, livros, merenda, fardamento etc. É um horror!!!
joaquim
2/03/08, 08:27
Na minha falta ate relogio na parede!!!!!!
A comida e uma *********!!!!
Alem de que as mulheres no todo, sao viciadas em Orkut
E a maioria dos homens, sao viciados em TIBIA (credu!)!!!! os que nao sao viciados em tibia, sao viciados em orkut!
Eu sou excessao, sou viciado em rpg online.
Mas, se colocarem um notebook para cada aluno, ate que na minha escola daria certo se tivesse um sistema anti orkut e anti jogos, que bloqueasse as coisas que nao devem ser acessadas numa escola.
Ninguem la tem o conhecimento suficiente para desbloquear algum programa.
Eu ja poderia, porque uma vez fucei tanto ate achar uma maneira de desbloquear o programa de bloqueio da computaçao, e consegui.
Mas ate que daria certo, porque a maioria das pessoas so fez o curso basico de Windows.
[]’s
Ulisses
2/03/08, 09:25
Uhuww , Já falaram que na minha escola vai ter Sim esses notebooks da positivo.
[]’s
CARLOS NASCIMENTO
2/03/08, 10:07
Nada contra… mas DESAPRENDER a caligrafia, cuja habilidade desenvolve o movimento, o raciocínio, e, principalmente, SUA PRÓPRIA IDENTIDADE pelos traços que o indivíduo faz, isso já dá um sinal de que sou contra tanta tecnologia! Se já escrevendo é um desastre, imagina ter que teclar e errar comandos, ou deletar por engano, ou a máquina der “pau”, e assim por diante em plena sala de aula? Aí vc me diz: backup do colega, da professora… e o aluno não construiu nada, só copiou! Repare que teclar é uma arte e uma habilidade: nem todos os alunos terão velocidade e perfeição para teclarem e os signos, códigos, gírias e uma enxurrada de abreviaturas serão criadas e a língua portuguesa irá para o brejo, e não é difícil visualizar um país com menos um ponto: sem identidade de idioma… E os problemas físicos: L.E.R., coluna, visão, e alguns outros que poderão vir a explodir? E a questão da ENERGIA para alimentar isso tudo, já que estamos recém-iniciando um movimento para poupar recursos energéticos; e o lixo tecnológico (baterias, peças, etc….). Aprender e se desenvolver tendo como motivação a tecnologia ainda não é resposta! Nencessária ela é, mas não essencial. Isso me reporta aos filmes que tratam da “desumanização”, imagino isso se instalando num Brasil excludente, de muita gente sem dentes, e cujas escolas até goteiras têm. Francamente, dar um ar de entusiasmo SEM BOTAR UM OLHO NA REALIDADE DO ESTUDANTE DO BRASIL, ou apenas olhando aqueles abastados de classe média alta pra cima é, sem dúvidas, UTOPIA e falta de respeito.
Bill
2/03/08, 10:09
Sou engenheiro eletrônico e mestre em robótica pelo ITA.
So tenho a dizer que alem de ser inútil ele também atrapalharia (e não seria pouco), realmente acho que não tem nada a ver, não existe outra maneira de se aprender a engenharia, a não ser sentar, pegar uma folha de papel, muitos livros e passar dias e dias estudando.
Alem do mais, computadores não resolvem as equações de um curso de engenharia de modo a se aproveitar algo que não seja meramente um resultado numérico (muitas vezes nem mesmo queremos um resultado numérico)… não fazem desenhos do que precisamos durante a aula (pode ate fazer, mas em programas especializados e teríamos que trabalhá-los antes de usar aonde precisamos, isso toma tempo e não é nada pratico o que vai de encontro com “o ser engenheiro” em si.
Agora se o curso for de direito, sugiro levarem um gravador… é mais barato e mais eficiente que um notebook… (Hans Kelsen não usava computador rs)
Mas a principio pensei que a matéria se referisse a esses note para crianças…
obs: Jovens… sempre tentando facilitar as coisas, nem que isso atrofie o pensar, infelizmente o ensino nesse pais vai de mau a pior, a educaçao é o unico bem que compramos, pagamos caro e quanto pior ela for… mais gostamos.
Bill
2/03/08, 10:11
Carlos Nascimento,
Eu não teria palavras tão boas quanto a suas para expressar toda essa estultice…
Pegou num ponto bem importante. heeehhe
Cínico
2/03/08, 10:48
Sou educador há algum tempo e pelo que interpretei sobre o texto posso tecer os seguintes comentários:
1) Como um texto de ficção científica o texto até que se torna satisfatório em alguns pontos… agora se é algo pretende discutir com a realidade, meu amigo, isso só pode ser gozação… já faz um bom tempo o governo estadual de São Paulo mandou criar salas de informática nas escolas, o material, mesmo que superfaturado, chegou, contudo posso afirmar que cerca de 70% das escolas essa sala de informática se tornou, por inúmeros motivos, mais inacessível que os cofres do Banco Central. Em relação aos 30% restantes foi gerado um grande núcleo de formação em Bate-papo da uol, MSN, Orkut e outros imprecendíveis para a educação.
2) Deixo um questão: Existe educação (formação) sem esforço? facilitar em demasia o aprendizado não é justamente um processo de deformação educacional? Essa “miragem” proporcionada pelo texto me faz até vislumbrar essa sala de aula da ilha de Tomas Morus… Na certa um aluno caxias digitaria tudo e rapidamente enviaria os dados ao restante da sala sem muitos obstáculos e tirando uma grana por fora, pois a era dos Nerds caridosos já pertence ao passado. Esses alunos “beneficiados” na certa teriam uma atenção redobrada em sites que tivesse notícias do BBB enquanto a “aula” acontecia, fazendo assim um avanço formidável na educação.
Concluo pensando que temos tanta tecnologia para nos comportarmos como alquimistas medievais, tendo uma fé “ingênua” de que o conhecimento um dia nos virá de forma mágica… por uma espécie de “osmose” cibernética… atendendo o grande sonho daqueles seguidores fiéis da lei do menor esforço. Enfim… só trocamos as poções mágicas de outrora por hardwares de ponta… a crendice popular ainda permanece no imaginário humano.
Rodrigo P. Ghedin
2/03/08, 13:27
Aos três aí de cima: lembrem-se que, um dia, Bill Gates disse que 640 KB de memória eram mais que suficientes, e que a Internet era uma moda passageira. A forma como vocês deturparam a questão é digna de nota, e por isso mesmo, cá estou eu, a fim de defender meu ponto de vista sobre a questão.
Enganam-se vocês ao pensar que o computador “deforma” o cérebro do acadêmico, ou que o torna mais vagabundo. Com ou sem computadores, existem, sempre existiram, e sempre existirão aqueles que só ocupam espaço físico na sala de aula. Não cabe culpar a informática por esse problema de cultura, afinal, seria o mesmo que culpar os meios de comunicação pela ignorância nata do brasileiro médio. Ou seja, a ferramenta está disponível, cabe ao indivíduo utilizá-la da melhora maneira. Cada um tem a discricionariedade de utilizá-la para o fim que desejar.
Carlos, você diz que o uso do computador “emburrece” o aluno, lhe tira a personalidade, e tudo mais. Ainda toca no ponto das gírias, abreviaturas e expressões, o típico “miguxês”. Peço-lhe que entre nesta página, baixe algumas anotações que faço em sala de aula, e tente encontrar algumas dessas conseqüências maléficas em meus textos. E sobre o fato dos demais alunos se apoiarem nas costas dos que fazem suas anotações, voltamos à questão da discricionariedade: cada um é dono do seu nariz, logo, faz o que bem entender. A idéia de compartilhar anotações é enriquecer as suas próprias, e não deixar a tarefa para o CDF da sala.
O ponto sobre a sustentabilidade e agressões indiretas ao meio ambiente é relevante, e é algo que, de uns tempos para cá, vem chamando a atenção das empresas envolvidas no processo (fabricantes de hardware, principalmente). Falam que o consumo de energia é prejudicial, mas e as árvores derrubadas para a produção de papel? Tudo está convergindo para a harmonia com o meio ambiente, e isso se reflete em ambas as frentes citadas neste parágrafo: folhas recicladas estão mais comuns, e computadores feitos sem a utilização de componentes hostis ao meio ambiente começam a aparecer.
Bill, de fato, tal qual escrevi no texto, na área de exatas o uso de computadores em sala não é muito adequado. E, sim, Kelsen não utilizava computadores, afinal, quando vivo, eles sequer existiam. Mas hoje, duvido que consiga encontrar um advogado bem sucedido que não utiliza o computador no dia-a-dia. Simples assim.
Cínico (belo nome, aliás), não entrei no mérito da burocracia e corrupção que assola nosso país. Me restringi à parte prática, logo, problemas cirunstanciais, embora existentes, não entram no mérito da questão. Ou seja, o que isso tem a ver com o que escrevi? De fato, não existe educação sem esforço. Agora, ferramentas que dê bases melhores, que potencializam o estudo, existem sim, e podem e devem ser utilizadas. Se todos tivessem essa mentalidade, ainda estaríamos usando o ábaco para fazer cálculos, que, aliás, estariam restritos aos básicos soma e subtração.
A sua sala de aula de Thomas More, escritor inglês autor do célebre Utopia, é meio distorcida, e tem um tom cínico (por que será?) que não condiz com a realidade que, acredito eu, é a correta. Tal qual comentei acima, o compartilhamento de notas visa enriquecer as percepções, o conteúdo gerado, e não a acomodação dos menos Caxias. Peço, a você também, que leia minhas anotações; imagine quarenta alunos produzindo dessa maneira, sem as amarras que o caderno tradicional impõe. Pense na troca desenfreada de informações neste formato. Abra sua mente.
E sobre a questão MSN/orkut/bate-papo da UOL, existe um tipo de programa muito legal, já antigo, mas que, pelo visto, você não conhece: proxy. Um proxy permite, ao administrador da rede, bloquear sites, protocolos, e até mesmo palavras dentro da rede. Na minha faculdade, por exemplo, o messenger não funciona, e o orkut não entra. Se este era o impasse, já está resolvido - e há tempos.
Se forem rebater, por favor, o façam com argumentos sólidos e fundamentados. Crítica por crítica, não cola.
[]’s!
FelipeBZ
2/03/08, 13:58
Bom, que escreve errado, escreve errado porque quer, e não porque é obrigado. Internetês não é desculpa pra nada.
A única desvantagem que vejo na adoção de notebooks nas aulas são as aulas de cálculo e desenho mesmo. Por mais que o LaTeX seja bom, fica difícil para os professores escreverem linhas de código… E usar softwares de desenho também não é nada prático.
Velocidade de digitação? Ah, me poupe, leva certo tempo para todo mundo aprender. Considerando que, por exemplo, notebook fossem adotados a partir da 5ª série, é quase certeza que na 6ª série, todos digitariam com a mesma velocidade.
Como já disse num cometário lá em cima, também faço minhas anotações durante as aulas no laboratório. Meus amigos também. O que a gente faz depois? Organizamos nossas anotações. Um complementa o outro e todos ficam com bastante matéria pra estudar.
Repetindo novamente, fazer anotações rápidas num caderno, só se a pessoa for taquígrafa. Com computador não. Com certa habilidade com o teclado, eu consigo escrever numa velocidade muito boa, o que me permite registrar muito mais coisas, comparado com o que eu faria manualmente.
Philemon: “A realidade é esta: Hoje nas escolas, por esse país afora, estão faltando: carteiras, livros, merenda, fardamento etc.” Me desculpe, mas você estuda, trabalha, faz o que da vida? Sem mentiras, conheço pessoas que fazem um curso de graduação, mas não sabem mexer em um computador. O que acontece? Fica sem emprego. Por isso que o governo promove ações de inclusão digital.
Apesar de tudo isso, o Brasil continua sendo um país subdesenvolvido, onde computador (ainda) não chegou às classes sociais ‘menos favorecidas’. É a realidade, infelizmente.
Norberto Kawakami
2/03/08, 16:20
Há um estudo sobre a influência do uso dos computadores para o ensino básico.
Veja
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-73302007000400003&script=sci_arttext&tlng=pt
Neste estudo, mostra que não existe essa certeza de que os computadores ajudam no ensino.
abraço
FelipeBZ
2/03/08, 16:26
Norberto, note que esse estudo aí se refere ao uso dos computadores para tarefas e pesquisas escolares.
O artigo do Ghedin, fala sobre o uso contínuo de computadores nas aulas, algo como, trocar os cadernos por um notebook.
Lucas Costa
2/03/08, 17:56
Depois de ler o texto e comentários escritos pelo Ghendi, FelipeBZ e Carlos Nascimento concordo com o uso do notebook na escola. Primeiro porque o uso de um notebook em sala permite ao aluno tirar notas de um maneira rápida e sem prejudicar a caligrafia. Até facilitaria a aula para os professores, que poderiam gastar menos tempo ao ditar textos inteiros e os alunos copiarem rapidamente no notebook.
Alunos que se distraem na sala de aula é normal e sempre existem, o computador talvez facilite tal mas isso é incerto e sobre Orkut, MSN e outros sites basta a escola não ter Internet sem fio disponível na escola, e que seja proibido o acesso da mesma.
Sobre o gasto de energia é um assunto que pode prejudicar o uso de notebooks mas como Ghedin disse: economiza-se no papel. Os professores com seus notebooks poderiam até deixar de passar folhas na sala e passarem arquivos. Não gastava papel para a turma inteira e ainda acabavam as impressões ruins que dificultavam a visualização da folha (algo que acontece sempre na minha escola). Também se poderia economizar em várias outras coisas: canetas, lápis, grafite, borracha…
As gírias e fim da língua portuguesa é algo exagerado, afinal digitar no notebook é menos cansativo que escrever então as pessoas poderiam escrever menos palavras abreviadas. E o notebook não iria tirar o uso do caderno e escrita a mão na sala de aula, em aulas de Geometria e cálculos o uso do PC é muito difícil.
Aqui, em Portugal, o Estado implantou já há algum tempo o Plano Tecnológico que poderia ajudar muito a adopção de notebooks sem sala de aula do Ensino Médio e na Universidade. Vejam essas páginas:
http://www.planotecnologico.pt/default.aspx?idLang=1&site=planotecnologico
http://www.tmn.pt/portal/site/tmn/menuitem.0143d3546741f79ae8f48210751056a0/?vgnextoid=8823eb8b16c23110VgnVCM1000005401650aRCRD
eu
2/03/08, 17:59
durante as aulas ainda prefiro o bom e velho caderno mesmo (não ajuda muito no curso de design já que grande parte das aulas tem a ver com desenhar com lápis mesmo)
Beco
2/03/08, 18:35
Não será o computador que mudará o comportamento do aluno. Para o aluno interessado, que presta a atenção nas aulas, um note pode ajudar sim. Isto depende do ALUNO.
O problema não é do uso ou não do note na sala de aula, mas os alunos que estão dentro dessa sala. Infelizmente muitos (mesmo em escola privada) não aproveitarão nada de bom da tecnologia e só usarão para bobagens. Tomara que os interessados sejam muitos também!
É uma questão cultural de falta de educação (não conhecimento) de boa parte da população estudantil. Parece que tudo se resumiu nas últimas décadas em “zuar”, “pega mulhé/cara, zuar no orkut/msn, ver bbb”. São os tempos.
lloll
2/03/08, 20:32
pena que meu pai não pensa assim -.-’
Bruno A. P. Silva
2/03/08, 22:01
Eu sinceramente acho que os notebooks só deveriam ser dados aos alunos que já apresentassem interesse em aula. pois um notebook na mão de um desinteressado nada mais seria do que um play-time (:p). Por outro lado os que não recebesssabe-se lá que tipo de aluno se encontra no Brasil).
[]’s
Bill
2/03/08, 22:12
Uma coisa é a evoluçao dos computadores e da informatica, outra coisa é a formaçao e educaçao do ser humano.
Bom, minha opiniao eu ja deixei, agora vamos ver o que Valdemar Waingort Setzer ( http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/ ) nos diz a respeito disso, para quem se interessar, leia os artigos abaixo:
1.1 Artigo Os meios eletrônicos e a educação: televisão, jogo eletrônico e computador.
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/meios-eletr.html
1.2 Artigo criticando veementemente a matéria de capa da revista Veja de 11/1/06 “Ginástica para o cérebro - ao contrário do que se imagina, TV e videogame podem ajudar seu filho a ficar mais inteligente”. Nesse artigo eu apresento a pesquisa recente sobre meios eletrônicos e educação, principalmente no item 4
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/coments-Veja-110106.html
4.1 “O computador no ensino: nova vida ou destruição?”, meu capítulo do livro de E.O.C. Chaves e V.W. Setzer O Uso de Computadores em Escolas: Fundamentos e Críticas publicado em 1988 pela Ed. Scipione (esgotado). Esse artigo contém um extenso capítulo criticando as idéias de S. Papert, o que não ocorre em outros artigos. (206 Kb).
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/computador-no-ensino.html
4.2 Artigo Computadores na educação: por quê, quando e como. Versão original em Português do artigo em Inglês (ver acima) publicado nos Anais do V simpósio Brasileiro de Informática na Educação, 9/1994.
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/PqQdCo.html
4.3 Artigo Contra o uso de computadores por crianças e jovens enviado em 8/1996, a pedido, a um jornal sobre educação de Porto Alegre.
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/artigoPOA.html
4.4 Ensaio Cuidado com os computadores! Original de um artigo publicado na revista Exame em 1996.
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/rev-exam.html
4.5 Ensaio Computadores na educação Publicado na revista Chão e Gente, 6/1996.
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/chaogent.html
4.6 Artigo Uma revisão de argumentos a favor de do uso de computadores ne educação elementar. Versão em Português do artigo em Inglês (ver acima), usado para um minicurso de 6 horas dado no VIII Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, 11/1997. Uma versão abreviada foi publicada nos Anais do IX Simpsósio de Informática na Educação, Fortaleza 11/1998.
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/argsport.html
4.7 Artigo O ensino de informática para crianças: um crime contra a humanidade. Artigo publicado na revista PCWorld, 6/1998.
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/crime.html
4.8 Artigo Misérias devidas ao uso do computador na educação - no lar e na escola publicado na revista Discutindo Ciência em 8/2005.
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/RevDiscutCiencias.html
4.9 Artigo Considerações sobre o projeto “um laptop por criança”, com minhas críticas a esse projeto de distribuir um computador de US$100 para cada aluno do ensino público. Publicado em Proceedings of the 4th International Conference on Information Sysytems and Technology Management, 2007, pp. 4060-4083.
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/um-laptop-por-crianca.html
5.1 Artigo O computador como instrumento do cientificismo, publicado em 1976 nos Anais do Simpósio Anual da Academia de Ciências do Estado de São Paulo.
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/comp-cient.html
5.3 Artigo Um antídoto contra o pensamento computacional, tradução do original em inglês de 1996, com muitas ampliações.
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/antidoto.html
5.4 Artigo O computador como instrumento de anti-arte, publicado nos Anais do VIII Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, Soc. Brasil. de Computação, S.J. dos Campos, Nov. 1997, pg. 509-530; (a versão em Ingles está mais completa).
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/comp-art-port.html
Entre outros…
Obs. Bill é apenas mais um americano capitalista, Valdemar Waingort Setzer é quase DEUS. (apesar de eu ser ateu, graças a Deus…)
Paulo Ricardo
2/03/08, 23:06
Em EF/EM isso é quimera pura, ainda mais no Brasil… Quanto ao ensino acadêmico, é útil sim, mas dispensável na maioria dos casos. Estamos em 2008 pessoas, o fim dos tempos nem chegou ainda… ;D
Bill
3/03/08, 07:05
http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/
Carlos Nascimento
3/03/08, 13:28
Agradeço as palavras do Bill e demais que interpretam como UM MOMENTO AINDA NÃO OPORTUNO para essa utopia lançada pelo Rodrigo, aqui, como discussão. Em momento algum coloquem palavras na minha boca, por favor, entrei nesse forum para colocar minha opinião, já que o texto principal já é uma opinião favorável ao uso de notbook nas salas de aula. Eu coloquei a minha, e fui rebatido - não achei nada agradável isso. Mas tudo bem, embora isso não se denomine como democracia, e evidencia imaturidade de quem se “arrepiou” contra meus argumentos (e de outros), provoca certa irritabilidade. Enfim, minha opinião é essa e resumidamente ainda reforço: o brasileiro ainda é pobre, as salas de aula precárias, o professor - mesmo com cursinhos - não domina a informática e os alunos são muito diferentes em todos os sentidos (economicamente inclusive!). Detalhes como TER um notbook é uma coisa, mas MANTÊ-LO??? Por favor, sem infantilidades e utopias… é o mesmo que dizer que eu vou ter um computador, sem pensar em como mantê-lo dentro de casa, atualizado, funcionando, etc. Quero encerrar meu comentário, CHATEADO com esse rebate feito por alguém que não conheço. Até lhe acho um pouco inteligente, mas procura dominar a realidade por favor, ela não é só tecnologia.
Lucas Costa
3/03/08, 16:05
@Carlos Nascimento
Concordo com sua visão que a MAIORIA das escolas públicas não estão preparados para implantar notebooks na sala de aula e nem os alunos a terem um, mas poderia tirar do texto comentários sobre o Rodrigo e especulações, o mesmo para ele caso o faça. Não quero defender ninguém e cada um defenda a si próprio, mas o assunto do texto é interessante e seria bom continuar-se nisso….
Beco
3/03/08, 19:46
Vou usar um clichê para resumir: antes de gastar com notebooks, que pague-se um salário digno aos professores do ensino fundamental/médio! E aproveitemos para tirar tudo que é traficante que muitas vezes dominam as escolas, etc. O resto é demagogia e politicagem. Da mesma forma que o notebook, é quase uma utopia para nós resolvermos tais problemas….
Pois com o salário que hoje ganham no ensino público, na média dos 400-600 (fundamental) 800-900 (médio) reais não dá para querer grande coisa.
Beco
3/03/08, 19:48
Só para complementar. Já ouvi de vendedores de cachorro quente/prensado e demais quitutes de “caroçinhas” que tiram mais, bem mais, que um professor do ensino público! É triste!
Carlos Nascimento
3/03/08, 21:08
Lucas, postei minha opinião e ela foi direcionada para o autor do assunto… tenho condições de revisar qualquer comentário seja de quem for, como tenho consciência de que estou sujeito a ser criticado. Não poupo nomes, nem pessoas que não conheço, mas não vou levar isso para uma dimensão pessoal, pode ter certeza…
Beco está correto em 100% das suas colocações, e vou mais longe, além do salário do educador é preciso consciência de que são eles que nos preparam, que desenvolvem pessoas a serem nossos representantes, líderes e governantes, nos ensinam a ler, a calcular, a desenhar desde cedo para sermos homens capazes. SEM O PROFESSOR, o caos estaria instalado neste país, com pessoas semialfabetizadas e agindo pela intuição apenas, sem conhecimentos.
Sobre o vendedor ambulante de cachorro-quente, não se desmerece o trabalho de ninguém quando honesto… mas cá entre nós: um professor apenas, na média, dá atenção diária a mais de 100 crianças em sala de aula, tem de se preocupar com filhos alheios, atender difereciadamente cada uma, resolver problemas emocionais, prestar conta aos pais destas crianças e à escola, nivelar os relacionamentos e as diferenças, lidar com a brocracia e não pecar na avaliação dos alunos… credo, chega dar medo em enfrentar turmas e turmas de alunos e no final do mês aquela remuneração que não dá nem pra um tratamento neurológico!
Quem dera a tecnologia fosse de domínio e acesso a todos, já disse que não sou contra, mas é preciso ter pé no chão, e revisar o que mais falta em sala de aula: condições de trabalho, professor satisfeito, aluno responsável e valorizado… tecnologia não é tão essencial, lembrem que nossas necessidades são poucas, não é preciso ser ou ter muito neste mundo para se sentir útil ou competente. A informatização (e até os notbooks nas escolas) podem melhorar uma infinidade de paisagens, mas é necessário um ser humano responsável, emocional e racional atrás de tudo isso! Bueno, hora de cessar esse assunto… aguardo o próximo tema!
Alt of Ctrl
4/03/08, 13:33
Gostei das suas observações e concordo que um notebook ajudara mtu no apredizado, um dos problemas é na hora das provas.
Vai ser feita do modo tradicional ou fica aberto a pesquisas?
E outra, como você flw das distrações te cite esse infeliz
exemplo: África: laptop de US$ 100 é usado para ver pornografia
http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1773887-EI4801,00.html
Abraços
CrazyJhonny
5/03/08, 23:58
A Idéia é boa, mas a realidade é outra, tanto finaceira e ambiental quanto da educação de quem usa essa ferrementa como debatido nos comentarios acima. Eu mesmo imagino meus “coleguinhas” do ensino médio usando um nootbook ou mesmo eu levando um pra escola: não iria dar certo nunca ( mas eu ja tenho alguns professores que só não substituiram a papelada completamente mesmo pela energia que o pc gasta :D). Mas os tempos mudam tarde ou cedo e eu acho que em algum momento uma transição será possivel(não sei se estarei vivo até lá xD) , só lembrar daquela propaganda que dizia que os livros não poderiam ser lidos e que a terra era quadrada !
Fábio
10/03/08, 18:01
Quem dera se fosse toda escola assim! Eu iria adorar no período da 4ª série!
Gabriel Couto
15/03/08, 11:57
Bill, eu li todos os artigos de Valdemar W.Setzer. E, sinceramente, achei um lixo.
Esse cara é completamente antiquado, pois como a maioria das pessoas que pensam como ele acabam esquecendo que os culpados pelo mau uso da tecnologia são os próprios usuários.
Muitas vezes ele fala que as crianças devem brincar na rua para aprimorar certas habilidades, como se ao utilizar um computador não se aprimorassem outras.
Ele se colocou contra o artigo da Veja “Ginástica para o cérebro – ao contrário do que se imagina, TV e videogame [sic] podem ajudar seu filho a ficar mais inteligente” usando argumentos a partir de sua péssima interpretação de texto(já que em nenhum momento a Veja relacionou inteligência com QI) e a má escrita do s editores(pois eles generalisam o contexto de vida das crianças).
Ele também fala da obesidade, ócio e outras coisas que surgiram com o aumento do uso de computadores. Mas o que isso tem a ver? Se você deixar de fazer esportes é porque VOCÊ QUER!!! Não culpe o computador por isso.
Sou estudante de Ciências da Computação da PUC-RS e afirmo que todos que conheço do corpo docente da FACIN(Faculdade de Informática) apoia o uso de computadores na educação, desde que seja feito com RESPONSABILIDADE!
Lembrando que os da PUC-RS de Ciências da Computação, Sistemas de Informação e, em breve, Engenharia da Computação tem notas máximas em todos os orgãos de avaliação do Brasil e reconhecimento internacional.
Antes de dar um computador a todos deve-se ensinar responsabilidade e respeito para com o professor em aula.
WinAjuda » Wincast #004: Murphy existe!
18/04/08, 10:04
[...] Notebook na escola: dá certo?; [...]
WinAjuda » Wincast #002
18/04/08, 10:18
[...] Notebook na escola: dá certo?; [...]