Cansado dos clones do joystick do Dual Shock 2 (o do vídeo game PlayStation 2), que aliás, de igual aos originais só têm a carcaça, na última vez que estive em solo estrangeiro, decidi-me por comprar algo de qualidade superior. Ao invés de novos joysticks PS2-like a cada dois meses, achei mais conveniente um de longa duração.
Escolher um modelo de boa qualidade, mas não muito caro, foi bastante difícil, especialmente pelo fato dos muito caros serem, invariavelmente, os mais legais e confortáveis. Se meu bolso permitisse, teria escolhido o Logitech ChillStream; como ele é chato, acabei levando o Logitech Rumblepad 2.
Atualmente, a linha de joysticks da Logitech apresenta cinco modelos. O Rumblepad 2 é exatamente o intermediário. Não é tão pé de bode quanto os mais simples, e traz algumas features dos mais requintados. Colocando tudo na balança, vale a pena, afinal, tem-se um joystick confortável e versátil a um preço relativamente baixo. A propósito, paguei R$ 70,00 no meu, com o dólar a R$ 2,00. Aqui no Brasil, ele sai por extorsivos R$ 141,00 nas principais lojas online varejistas.
Uma coisa que eu particularmente não gostei foi da embalagem. Antes que alguém me tache de fresco, o problema dela é que as partes laterais, revestidas de borracha, ficam à mostra, e aí já viu, né? Havia riscos em absolutamente TODOS os modelos da loja. Fica mais vistoso, sim, mas é algo supérfluo; poderia ser evitado. Outra coisa, e aqui eu admito a frescura, é que ela é muito difícil de ser aberta...

A qualidade do acabamento é excelente. O plástico é bom, os botões são muito corfortáveis, as borrachas realmente seguram as mãos. A ergonomia é ótima, ou seja, as mãos se encaixam sem esforço, e o uso contínuo não cansa.
Ainda sobre a ergonomia, alguns detalhes valem menção, como a borracha presente nas laterais, cuja finalidade é evitar aquelas escorregadas típicas em jogos que exigem precisão e rapidez. Ela funciona, e muito bem. Só tem o detalhe de estarem meio "riscadas", graças à embalagem porca.

Os botões são bonitos e firmes. No começo, há uma sensação de fragilidade, como se a utilização normal fosse avariar o joystick, tipo... afundar os botões, problema este, aliás, que já me fez jogar no lixo uns quatro PS2-like. Mas aí você joga um dia; dois; uma semana; um mês... E ele continua como quando foi comprado. Este é o benefício de usar algo reconhecidamente bom: a fama não é à toa. O joystick resiste, como todos deveriam, mas poucos conseguem. Some a isso alguns detalhes super sutis, mas válidos, como uma leve depressão na área dos botões do lado direito, e tamanhos avantajados nos botões superiores, e temos uma experiência de jogo muito boa.
Ao contrário do que possa sugerir, o Rumblepad 2 não é uma cópia do Dual Shock 2, da Sony (o "inspirador" dos PS2-like que tanto odeio). A disposição dos botões, exceto pelo extra da vibração, é idêntica; o formato, por outro lado, tende mais ao conforto. É difícil explicar, mas vou tentar. O Rumblepad 2 é mais "gordinho", o que melhora o encaixe das mãos. Só usando para saber como funciona.

Como nem tudo são rosas, os direcionais analógicos poderiam ser melhores. Não que sejam ruins, mas os dos PS2-like são melhores - e isso, para um joystick que custa cinco vezes mais caro, pega mal. O que mata os analógicos do Rumblepad 2, na minha opinião, é o corte na base, que é quadrado, ao invés do tradicional redondo. Isso interfere muito durante o jogo; as transições de direção, que deveriam ser mais tranqüilas no direcional analógico, perdem essa característica justamente pela base quadrada.

Por outro lado, o direcional digital é perfeito. Responde bem nas diagonais (o calcanhar de Aquiles dos PS2-like), e após a formação de calos no dedão, torna-se extremamente confortável. O meu maior temor era de que este direcional fosse ruim - afinal, ele é essencial para jogar PES. Felizmente, ocorreu o contrário: ele superou as expectativas.
Os demais botões, conforme já dito, cumprem suas partes: são confortáveis e respondem bem aos comandos. Nada a reclamar, enfim.
O Rumblepad 2 vem acompanhado de um mini-CD, o qual contém driver, um software de gerenciamento de perfis (meio inútil) e um joguinho demo, estilo Arkanoid. Todavia, não foi preciso sequer colocar o CD no drive: o Windows Vista reconheceu e instalou o drive automaticamente. O Olimpo seria se todos os periféricos fossem recebidos pelo Windows da mesma maneira, não?
. Bom, voltando, é isso: instalação plug and play, literalmente.
Não sei se por incompetência minha, ou incompatibilidade com o Vista (nada é perfeito...), não consegui habilitar a vibração do joystick. Defeito de hardware não é, já que, ao apertar o botão referente a este recurso, ele treme. Sendo assim, de duas, uma: ou os jogos que testei não suportam vibração, ou há incompatibilidade com o Vista. Num primeiro momento, pensei ser culpa do driver que o Windows instalou automaticamente. Porém, mesmo instalando o que vem no mini-CD, o "problema" continuou. O mais legal é que, quando fui testar o joystick no Sega Rally REVO, que eu tenho certeza que suporta vibração, fui brindado com uma tosquíssima BSOD. Mas neste caso a culpa é do jogo mesmo... Coisa mal feita, viu!
A calibração "de fábrica" veio perfeita, e configurá-lo nos games é super fácil, já que, ao contrário dos PS2-like, as marcações nos botões correspondem ao que é informado na tela. O Rumblepad 2 funciona tanto em games normais, quanto em emuladores, sem nenhuma dificuldade.
Concluindo este breve review, digo que o Logitech Rumblepad 2 cumpre o que promete: jogatina de primeira, sem frustrações e/ou preocupações. Afinal, joystick é igual técnico de futebol: quanto menos aparece, melhor é.
Quem escreveu?
Rodrigo P. Ghedin. Paranaense, 22 anos, bacharel em Direito e aficionado por informática. Windows-user desde 1996. Powered by "PC frank" (7 Ultimate) e Dell Vostro 1000 (XP Home).
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