Ontem, conforme noticiado, o Internet Explorer 8 Beta 1 foi liberado para todo mundo. Poucos minutos depois, baixei e instalei o programa, e depois de um dia de uso, dá para tecer alguns comentários.

A primeira constatação, válida por se tratar do primeiro beta, é que o IE8 está bem cru. Há bugs em vários pontos, a nova engine ainda apanha em determinados cenários (experimente ver o rodapé do WinAjuda), e escrever em algumas text areas de formulários é um algo praticamente impossível (a do fórum é um exemplo). Mas, ainda levando em consideração o fato de ser o primeiro beta, já é possível notar avanços legais.

A novidade mais evidente é a nova barra de ferramentas. Os botões referentes aos favoritos subiram, e no espaço entre a barra de endereços e a de abas, apareceu uma de favoritos, bem ao estilo do Firefox - a comparação é inevitável. Embora as barras tenham ficado mais “gordinhas”, o resultado final é melhor.

Nova barra de ferramentas.

Como podem ver acima, a barra de endereços também sofreu uma leve e genial mudança. Agora, a URL do site tem uma parte destacada, referente ao domínio. A utilidade é facilitar a identificação de phishing scams por usuários leigos.

Ao lado das abas, os mais atentos notaram a inclusão de novos botões. O primeiro, Emulate IE7, é meio óbvio: habilita a engine antiga do Internet Explorer. O problema é que é necessário reiniciar o navegador para que a mudança surta efeito. É um saco, e o Firefox, via extensão IETab, já mostrou que é possível fazer de maneira mais amigável e rápida, sem precisar reiniciar a aplicação. No final, aparece outro ícone, uma seta azul entre sinais de tags. Ao clicar nele, abre-se o Developer Tools, um prato cheio para desenvolvedores. Além do código-fonte, mostra também o CSS e erros na página.

Developer Tools.

Esta página mostra as novas e “excitantes” características do IE8. São novidades, sim, mas acho que o webwriter se empolgou um pouco além da conta… Por exemplo: as atividades (Activities). São pequenos códigos que acrescentam funções ao menu de contexto de palavras/frases selecionadas, acionado com o botão direito do mouse. Assim, se o usuário seleciona o nome de uma cidade, por exemplo, pode localizá-la no Live Maps, realizar pesquisas no Google ou enviar para outras pessoas através do Live Hotmail. Assim, é legal, e tal, mas não é o tipo de recurso matador, concordam?

Activities.

WebSlice.Na seqüência, temos os WebSlices. Representado por um ícone roxo (ao lado), trata-se de uma implementação do microformato hAtom, uma espécie de RSS mais versátil e flexível. O StumbleUpon já possui uma página de exemplo da tecnologia.

WebSlice no StumbleUpon.

As demais novidades listadas na página linkada acima são a barra de favoritos, um mecanismo de recuperação de travadas e melhorias no filtro anti-phishing.

O Internet Explorer 8 é totalmente compatível com CSS 2.1, e sendo assim, passa no teste Acid2. Muita gente, todavia, notou que em algumas ocasiões, ele não passa. Isso gerou estranheza: afinal, teria a Microsoft mentido para o grande público? A resposta saiu no IEBlog, o blog dos desenvolvedores. Segundo eles, o problema ocorre com o fato do teste estar em outro domínio, diferente do http://www.webstandards.org/. Então tá. Se o teste estiver em outro domínio, os olhos não aparecem corretamente:

Acid2 do IE8, em domínio diferente do original.

Ou seja: se você rodar o teste no site oficial, o IE8 passa; se rodá-lo em mirrors, como este, não passa. Estranho, não?

Ainda assim, é beeeeeeeem melhor que o IE7…:

Acid2 do IE7.

Apesar dessa drástica melhoria na engine, problemas pequenos e estranhos existem. Acredito que seja o mesmo caso do Safari para Windows: bugs bobos, que serão eliminados até a versão final. Uma pena não terem corrigido aquele delay extremamente irritante que ocorre na abertura de novas abas…

No geral, o Internet Explorer 8 é bom. Quando sair, dará de cara com Opera 9.5 e Firefox 3, dois navegadores que, em termos de recursos e engine, estão à frente. Independente de qual é o melhor, o bom mesmo é termos só bons navegadores no mercado. E, aparentemente, este cenário quase utópico será realidade daqui a alguns meses…