Semana passada tive a oportunidade de participar de um “back channel” com Curtis Wong e Jonathan Fay, dois dos criadores do WorldWide Telescope, programa super bacana saído dos laboratórios da Microsoft que permite navegar pelo espaço, ver constelações, planetas e tudo mais.

Munido do meu parco inglês, e com a ajuda do Galileu, da Microsoft, nos bastidores, o encontro envolveu vários bloggers e donos de comunidades Microsoft ao redor do mundo. Consegui indentificar europeus, australianos, chineses e americanos. Do Brasil, além de mim, esteve presente também o Carlos Cardoso, representando o Meio Bit. A conferência foi realizada através do Ustream.tv, numa página especial que continha um chat em texto com tradução em tempo real do bate-papo, cortesia da tecnologia do Windows Live Translator. O vídeo, pelo menos aqui, “picotou” muito, prejudicando a interpretação - especialmente porque, como dito, minha audição para o inglês ainda não é das melhores. De qualquer maneira, foi possível a maior parte das coisas, especialmente depois, assistindo o vídeo gravado.

A propósito, o vídeo está no On10. Quem quiser assisti-lo, e ver a simpática Ambika Singh me chamando de “guérin” aos 49:40 :D , clica aí no play:
Blogger Back Channel Event: World Wide Telescope

Astronomia definitivamente não é meu forte, logo, minha participação foi motivada mais pela tecnologia e bastidores do projeto. Durante o bate-papo, algumas futuras features surgiram, e muitas coisas ficaram no ar. Antes, porém, Jonathan Fay mostrou alguns recursos legais, como visão infravermelha, adição de marcadores, dentre outras firulas.

Falou-se bastante também em criação de comunidades acerca do WWT, bem como de plugins, através da liberação de APIs do programa. Para quem curte astronomia, seja profissional, seja amador, as possibilidades são enormes.

A notícia ruim, das que consegui “pescar”, é que, a princípio, não há planos para versões regionalizadas, ou seja, em outros idiomas além do inglês. Aparentemente, há dificuldades em portar os dados colhidos, a maioria em inglês, para outros idiomas. Triste, mas compreensível. Até porque uma versão em português, por exemplo, cairia como uma luva nas escolas brasileiras. O uso da ferramenta em ambiente escolar também foi fruto de discussão durante o encontro.

Duas perguntas sugeridas por leitores do WinAjuda, o Bruno Luiz e o Pepe, foram feitas e tiveram respostas. A do Pepe, que perguntou se haverá algum uso do Silverlight no WorldWide Telescope. Segundo Jonathan Fay, em breve teremos uma versão do WWT que roda direto do navegador, tornando desnecessário o download do instalador.

A outra questão, baseada na sugestão do Bruno, é sobre algo parecido com o WWT e o Virtual Earth, mas focado em oceanos. Fay respondeu novamente, e disse que “talvez sim, talvez não”, deixando um ar de mistério no ambiente. Deu para perceber que eles estão fazendo algo neste sentido, só não podem dar detalhes.

No geral o bate-papo foi produtivo, e bem legal. Só fica a sugestão para que futuros encontros sejam realizados através de outras ferramentas, como o excelente Live Meeting, da própria Microsoft. Não sei se houve algum problema lá, já outras pessoas reclamaram também, mas enfim, dificultou bastante a compreensão do que era dito - agora, vendo o vídeo pelo On10, dá para entender a maior parte das coisas.

Acredito que estes back channels serão freqüentes daqui para frente. Fiquem atentos ao fórum, pois é lá que peço e pedirei sugestões de perguntas para outros eventos do tipo. Espero que tenham gostado do relato e das novidades que virão no WorldWide Telescope, e até a próxima!