Calma, não é bem assim. Essa configuração mínima assustadora é apenas uma perspectiva, algo que pode se concretizar, e foi constatada com base em testes recheados de suposições e especulações, realizados pela InfoWorld. Os testes, a propósito, foram auxiliados por um widget, o Windows Sentinel (necessário registro gratuito para baixar).

Mas vamos à análise do resultado. Considerando que o Windows 7 será baseado no Vista, que por sua vez não é lá muito leve, e que novos recursos, em especial a interface multitouch, serão introduzidos, talvez faça sentido a previsão de que processador dual core e 2 GB de memória serão requisitos mínimos para rodar o novo sistema.

Talvez faça algum sentido, ou seja, pode ser, quem sabe, será que…?. Particularmente, porém, acho que a história será outra. Primeiro porque, tal qual demonstrado no Windows Server 2008, é possível criar um sistema baseado no Vista mais leve e estável que o próprio. Além disso, a Microsoft não seria tola o suficiente em deixar o quesito desempenho, que recebeu e ainda recebe duras críticas no Vista, passar batido num próximo release. Some a isso alguns exageros por parte do analista que publicou os resultados (“se hoje o Vista faz seu quad-core sofrer, o Seven o fará pedir penico chorando amanhã” - até parece), e temos algo, no mínimo, estranho.

Ainda é muito, mas muito cedo para tecer qualquer comentário relacionado ao desempenho do Windows 7. Quem testou as versões beta do Vista (eu! eu!) lembra a carroça que o sistema era, duas, três vezes mais pesadas do que a versão RTM. O que dizer, então, de um sistema que sequer ao estágio beta chegou? Acredito que a Microsoft fará algo no mesmo sentido do que a Apple fará com o Snow Leopard, ano que vem: uma “dieta” no sistema, enxugando arquivos redundantes, dando mais agilidade ao sistema. Aliás, não só espero, como torço muito para que isso aconteça…

Fonte: InfoWorld, via IDG Now!.