
Lenovo S10, exemplo de netbook.
Bem ou mal, até hoje o Linux não faz nem cócegas no Windows em termos quantitativos. O sistema da Microsoft, mesmo com sucessivas quedas ao longo dos últimos anos, ainda é o mais usado do mundo, com uma fatia que ronda os 90% da base instalada de PCs.
Se até a pouco tempo atrás o Mac OS X era o único culpado por dores de cabeça na turma de Redmond, no finalzinho de 2007 o Linux ressurgiu como um forte concorrente, num nicho bastante específico: o dos netbooks.
Netbooks, para quem ainda não sabe, são notebooks menores que os convencionais, com telas de, no máximo, 10", processadores que consomem pouquíssima energia, como os Atom, da Intel, e recursos tímidos se comparados com máquinas maiores - pouca memória, placa de vídeo integrada fraquíssima, etc.
Justamente por ter um hardware limitado, o Linux despontou nesse tipo de máquina. Afinal, o Vista, atual versão do Windows, é areia demais para os caminhõezinhos-netbooks, tanto que a Microsoft já estendeu a vida do Windows XP um sem número de vezes, para não deixar o caminho livre para o Linux.
Hoje, segundo o Bloomberg, o Linux está em mais de 30% dos netbooks. 30%! Em desktops e notebooks comuns, o Linux male má alcança 1%. Esse número é uma gravíssima ameaça à hegemonia da Microsoft no ramo dos sistemas operacionais, e isso fez a empresa tomar algumas providências.
Durante a apresentação do Windows 7, na PDC 2008, Steven Sinofsky mostrou um Lenovo S10 rodando o sistema, e, segundo o próprio, sem consumir sequer metade do 1 GB de memória que a maquinha ostenta. Se esses dados se confirmarem na versão final do próximo Windows, aí sim teremos um concorrente à altura para o Linux nos netbooks. Outro fato positivo que aponta uma adoção maciça do 7 em netbooks foi a declaração do CEO da Asus, Jerry Shen, dizendo que o Windows 7 estará pronto na metade do ano que vem, e que equipará futuros netbooks da linha Eee PC.
Como o Windows 7 só deve aparecer na metade de 2009, o período de hoje até o lançamento é crucial para o crescimento do Linux nesse mercado. E, ao contrário do que alguns podem pensar, seria muito bom se o Linux fosse competitivo mesmo após o lançamento do Windows 7. Monopólio é uma droga, e o Internet Explorer nos mostrou isso por longos cinco anos. Por isso, quanto mais competição, mais aperfeiçoamentos, e conseqüentemente, melhores produtos. Quem ganha, como sempre, somos nós, consumidores.
Fonte: Neowin.
Quem escreveu?
Rodrigo P. Ghedin. Paranaense, 22 anos, bacharel em Direito e aficionado por informática. Windows-user desde 1996. Powered by "PC frank" (7 Ultimate) e Dell Vostro 1000 (XP Home).
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