Flock.
Hoje, muita coisa que todos fazemos no computador depende da Internet, mais especificamente, de serviços web. Blogs, RSS, e-mail, serviços dos mais variados, são regidos por sites, não por programas locais. Esse cenário fez (e ainda faz) com que muitos cogitem uma transição iminente, na qual o sistema operacional sai de cena, e o navegador entra como protagonista do uso cotidiano do PC, pelo menos para o usuário médio.
Nesse contexto, um navegador que possui uma base sólida e forte integração com os principais serviços web do mercado tem tudo para fazer muito sucesso, não? Não. O Flock enquadra-se perfeitamente nessa descrição, e mesmo assim possui participação ínfima no mercado - estima-se que cerca de 1,1 milhão de pessoas o utilizem, enquanto o Firefox conta com uma base de 175 milhões.
Recentemente foi lançada a versão 2.5 do Flock, com melhor integração ao Twitter e chat do Facebook, e o Flockcast, que permite atualizar diversos microblogs de uma só vez. Não houve muita repercussão. Lembre-se dos lançamentos do Internet Explorer 8 e até mesmo do Chrome 2.0, ontem; foram mais badalados.
Qual o motivo? Por que esse fracasso de público com algo que, teoricamente, traz tudo o que o usuário que busca alternativas ao IE procura? Difícil dizer.
O ReadWriteWeb tentou elucidar a questão, e a resposta, provida pelos leitores de lá, apontou como principais causas dessa aversão a confusão e o excesso de informações na tela. Nesse ínterim, outro navegador, com proposta diametralmente oposta à do Flock, surgiu, e se ainda não ultrapassou o Firefox como sensação do momento, está próximo disso: o Chrome, da Google.
O Chrome é pelado. Não tem extensões/plugins, temas, integração nativa com serviços (nem com os da própria Google), sequer traz um leitor RSS embutido. Mesmo assim, dia após dia conquista novos usuários. Simplicidade seria a resposta?
No fim, acho que a velha máxima less is more, mais uma vez, se sobressai. Ela não é absoluta; (muitas) exceções existem. Mas num contexto geral, quanto mais um programa é simples, sem ser simplório, e fácil, sem ser idiota, mais ele tem chances de cair no gosto popular. Não só o Chrome, mas vários outros serviços da Google estão aí como prova.
E você, o que acha?
Via @eduf.
Quem escreveu?
Rodrigo P. Ghedin. Blogger, MVP Microsoft, acadêmico de Sistemas de Informação e bacharel em Direito.
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