O Maxthon, navegador asiático, foi lançado com o sugestivo nome de MyIE. Ele usava (e ainda usa) o motor Trident, do Internet Explorer, e para diferenciar-se do original, abusa de recursos extras, de bloqueadores de popup e abas, numa época em que o IE não os tinha, até gerenciadores de senhas, gestos com mouse e serviço de favoritos online.
A versão estável atual é a 2.5, mas o Maxthon 3 já está em testes, atualmente no estágio alpha. E, além do número da versão, ela traz uma diferença fundamental: o motor de renderização. Sai o Trident, entra o Webkit, que, dentre outros, move Safari e Chrome, os dois navegadores tidos como os mais rápidos do momento.
Na realidade, o Trident não sai de cena. Ele continua disponível, o que torna o Maxthon 3 um navegador híbrido. Temos o Turbo Mode, que nada mais é que o motor Webkit, e o Compatibility Mode, o velho Trident. Alternar entre eles é simples: basta clicar no nome do mesmo, na barra de endereços. A página recarrega utilizando o motor escolhido no ato, sem precisar reiniciar o navegador, e salva a preferência para futuras visitas. Se você visita com regularidade algum site que só funciona no IE, basta escolher o Compatibility Mode uma vez, e sempre que entrar nele, o modo IE será carregado. Mão na roda para quem tem que lidar com sites do tipo.

Modos/motores disponíveis no Maxthon 3.
Vale destacar, também, que o Maxthon 3 segue o exemplo de IE8 e Chrome, e trabalha com processos/abas independentes. Só que é um tanto... diferente. Talvez pelo motor do IE. A sensação é de que a página roda totalmente separada da interface do Maxthon. É difícil explicar (me fogem termos técnicos), mas isso é o que acontece quando eu tento matar o processo de uma aba que travou:
E aqui termina a parte boa da coisa. Os próprios desenvolvedores avisam, mas só vendo para crer: o navegador é muito cru. Quem torce o nariz para o Chrome, ficará impressionando com a escassez de recursos do Maxthon 3 Alpha. Aliás, é uma versão alpha, então temos um desconto; mas mesmo assim, assusta.
O que o navegador oferece é um menu principal, que permite apagar dados de navegação e importar/exportar dados. Mais nada. Para quem gosta de navegação enxuta, talvez seja uma boa pedida...

Menu principal do Maxthon.
O Maxthon sempre viveu à sombra dos grandes navegadores, justamente por utilizar um motor terceirizado (do IE). Essa mudança é bem-vinda, especialmente pela manutenção do Trident. Mas faltam recursos básicos, que até mesmo o Chrome, na época de seu lançamento, trazia, para fisgar usuários. Provavelmente veremos melhorias até chegarmos à versão final. Por ora, o Maxthon 3 é apenas uma promessa.
Agradecimentos ao leitor Renan Dondoni (@haruzin), que mandou a sugestão de post pelo Twitter (aliás, já segue o @winajuda?). Obrigado, Renan!
Quem escreveu?
Rodrigo P. Ghedin. 23 anos, paranaense, blogger, MVP Microsoft, acadêmico de Sistemas de Informação, leitor voraz, cinéfilo padawan e peladeiro de PES. Windows-user desde 1996. Powered by "PC frank" e Dell Vostro 1000, ambos rodando Windows 7 Ultimate.
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