
Samsung 2233SW.
Meu primeiro computador tinha um monitor CRT de 14" e tela curvada. Era desconfortável, pois além da baixa resolução (800x600), a baixa taxa de atualização vertical, problema típico dos monitores CRT, causava fortes dores de cabeça e nos olhos. Os anos passaram, e após um mini-upgrade para outro CRT de 15", finalmente adquiri um LCD, um Samsung 740N, de 17". Foi na época anterior ao "boom" dessa tecnologia no Brasil, e, como deve imaginar, o preço foi salgado.
Mantive esse mesmo monitor por três longos anos. Suas características, como contraste de 600:1 e resposta de 8ms, são consideradas ruins para os padrões atuais, mas a verdade é que, no período em que me serviu, o bom e velho monitor cumpriu seu papel. Tanto que não estava em meus planos fazer um upgrade nessa parte do PC.
Mas eis que, num sábado à noite, o Thássius aparece no Live Messenger falando de um LG de 21,5", full HD, por R$ 600,00. Opa, está barato! Muitas pesquisas e consultas depois, incluindo uma determinante do Thiago Nasc, encontramos o Samsung 2233SW numa lojinha de confiança do Nasc por R$ 450,00. Terminamos, eu e o Thássius, por comprar o monitor, que alguns dias mais tarde, chegou em nossos lares!
Ao abrir a caixa, temos o monitor, a base, o encaixe que liga a base à tela, cabos (VGA, DVI e de energia), papelada (manual e termo de garantia) e uma flanela para limpar a parte black piano do monitor:
O esquema de encaixe da base à tela é muito ruim. As instruções ficam numa das abas da caixa, sem menção no manual em si, o que me confundiu um pouco - levei uns bons minutos para descobrir aonde elas estavam. No fim, só consegui fazer o encaixe graças a um vídeo encontrado no YouTube.
Pode parecer besteira, mas o procedimento, tão fácil no velho 740N, é um tormento em monitores novos da fabricante sul coreana, opinião essa praticamente unânime entre proprietários de monitores da marca. Não custa fazer algo mais simples, né dona Samsung?
Transposto esse pequeno probleminha, antes de ligar o monitor mesmo, fiz um comparativo com o meu antigo:
Outro comparativo, agora usando algo mais... comum, a fim de facilitar a compreensão das dimensões do monitor: um CD:
Parece pouca, mas a diferença é enorme.
A qualidade do equipamento é boa, mas o acabamento é com o famigerado black piano. Risca com facilidade, e atrai impressões digitais como se fosse ímã. Pelo menos é um monitor, tipo de coisa que, salvo no ato de inclinar quando vou assistir a um filme, raramente toco.
Antes de comentar o monitor propriamente dito, vale a pena conferir as características dele. O que mais se destaca no Samsung 2233SW é a resolução: full HD, 1920x1080. Dispostos em 21,5", esses milhões de pontos proporcionam muito espaço para trabalhar, com qualidade impressionante (clique na imagem para vê-la em tamanho natural):
As demais características seguem abaixo:
- Tamanho da tela: 21.5"
- Resolução: 1920 x 1080
- Brilho: 300 cd/m²
- Taxa de Contraste: DC 15000:1 / 1000:1 estático
- Tempo de resposta: 5 ms
- Ângulo de visão (Horizontal/Vertical): 170? / 160? (CR>10)
Como a diferença desse para o monitor que usava antes é grande, pude notar uma boa diferença em termos de qualidade visual, provavelmente por conta da taxa de contraste bem maior.
O Samsung 2233SW conta com entrada VGA e DVI. Uso o DVI, mas confesso não ter notado diferenças muito perceptíveis para o padrão VGA, que usava com o monitor antigo. Ele ainda traz vários modos de ajuste automático, e tecnologias como MagicBright e o contraste dinâmico, que ajusta o contraste, frame por frame, otimizando o contraste em cada um deles.
Os ajustes do monitor são feitos através de cinco botões laterais, onde fica, também, o liga/desliga. Há um botão para ajuste automático, que raramente está disponível, e os demais servem para navegar entre as funções do menu. É o padrão da linha de monitores da Samsung, quem conhece algum modelo dela, não terá dificuldades aqui.
Tudo muito bom, tudo muito bonito. Na teoria, o Samsung 2233SW é um espetáculo. Mas e na prática? Confesso que fiquei meio perdido ante o desafio de analisar um monitor. Afinal, embora existam testes e formas objetivas de analisá-lo, diferentemente de outros equipamentos, um monitor vale mais pelo look and feel do que por dados sintéticos. Assim, vamos à prova dos três: trabalho, jogos e entretenimento.
O primeiro ponto a ser considerado: não é qualquer máquina que aguenta uma resolução alta dessas sem perdas no desempenho. Full HD, mais que uma sigla marketeira, é algo pesado, que exige bastante do PC - processador, memória e placa de vídeo. O "estrago" da chegada do monitor aqui não foi grande, mas é notável que há um decréscimo no desempenho em comparação com o monitor antigo, cuja resolução é de 1280x1024.
Mas esse decréscimo, além de mínimo (só dá para perceber após sessões longas e envolvendo programas pesados), é em muito compensado pelos ganhos de produtividade. Uma das coisas que eu mais gosto de fazer com esse latifúndio de tela é isso:
Aumenta muito a produtividade. Não só isso, mas usar três, quatro, cinco programas abertos e exibidos simultaneamente na tela, é muito bom. Não pense pequeno: usar janelas maximizadas num monitor desse tamanho, a menos que seja um trabalho que demande espaço na tela (Photoshop, edição de vídeo, CAD, etc.), é desperdício. O ideal é aproveitar o espaço, e arranjar as janelas de modo que fiquem acessíveis. Exemplo:
Note que, com um único clique, posso colocar em foco qualquer uma das quatro janelas abertas. E todas estão em tamanho suficiente para serem usadas sem precisar ser maximizadas, ou mesmo redimensionadas.
No quesito jogos, há alguns inconvenientes. Maior resolução implica em mais processamento, logo, o impacto é inevitável. Antes, em 1280x1024, com minha configuração atual era difícil encontrar um jogo que não rodasse no máximo, incluindo filtros e tudo mais. Já em 1920x1080... Ou diminuo a qualidade dos filtros, ou baixo a resolução. Ainda assim, muitos rodam em full HD, e, olha... É uma experiência bem divertida, viu
.
Por fim, entretenimento. Filmes em DVD perdem qualidade, afinal, a resolução de um vídeo em DVD é baixa. Agora, filmes em full HD, meu amigo... Arranje um sistema de áudio 5.1, e esqueça que cinema existe:
Mesmo com filmes em qualidade de DVD, basta afastar-se um pouco do monitor que a qualidade "aumenta". Quanto mais distante, menos perceptível o esticamento feito para preencher toda a tela. No fim das contas, a tela grande acaba sendo uma boa para quaisquer tipos de vídeo.
Até agora não encontrei pontos negativos no produto. O Samsung 2233SW entrega o que promete: qualidade em full HD. O espaço na área de trabalho é gigantesco, e os ganhos em entretenimento, diversão e, principalmente, produtividade, são fenomenais. Eu achava que aproveitaria mais o monitor para jogar e assistir filmes. Ledo engano. É no dia-a-dia, no trabalho com os sites que mantenho, que ele mostra sua versatilidade e utilidade.
O Samsung 2233SW tem preço médio de R$ 550,00, mas a variação é grande - no meu, por exemplo, paguei R$ 450,00. Pelo que oferece, e pelo que a Samsung cobra, é um excelente custo-benefício. Recomendadíssimo.
Quem escreveu?
Rodrigo P. Ghedin. Blogger, MVP Microsoft, acadêmico de Sistemas de Informação, bacharel em Direito, leitor voraz, cinéfilo padawan e peladeiro de PES.
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