
Zune HD: vai pegar?
O Zune HD já está por aí, e as primeiras novidades, curiosidades e reviews completos começam a aparecer. Mas, como é muita coisa, vamos por partes.
Quem usa o Zune Software 4.0, pode acessar, mesmo sem ter um Zune HD, a Zune Marketplace, loja de músicas, vídeos e aplicativos. Lá já estão disponíveis dois apps comentados no press release oficial, o da previsão do tempo, e a calculadora, e alguns joguinhos, como Hexic, Xadrez e Sudoku. Por enquanto, é tudo gratuito.

Apps iniciais do Zune HD.
A boa notícia nessa área é que, hoje, um dia após o lançamento do Zune HD, a Microsoft liberou um add-on para o XNA Game Studio que permite trabalhar/criar jogos para o dispositivo. Tem 11 MB, pode ser baixado aqui, e já deu origem a um app não tão essencial, mas que vale pelo experimento, e reforça a mensagem-mor da Microsoft, o famoso "developers, developers, developers" (via Meio Bit):
Repare no uso inteligente do acelerômetro para apagar o desenho. E na fluidez com que os riscos são gerados. Na responsividade da tela multi touch. Alguém me dá um Zune HD?
Na parte das análises, o Ars Technica diz que o Zune HD esbanja fôlego e uma experiência musical ímpar, porém dependente do Zune Pass, o serviço de assinatura mensal que a Microsoft oferece, e que dá acesso livre ao acervo de 6 milhões de canções da loja virtual. A mesma análise ainda ressalta que o modelo do Zune Pass não é dos mais populares entre os consumidores médios, e ressalta algumas inovações tecnológicas do gadget, como sua tela de OLED, o novo sistema operacional (baseado no Windows CE), rádio HD, dentre outras coisas.

Zune HD.
Numa análise preliminar, o The Washington Post diz que a Microsoft entra pra valer na briga pelo melhor disponível portátil de mídia, e destaca a futura integração com a Xbox LIVE, que juntará o conteúdo das duas redes numa só, permitindo acessar o conteúdo adquirido em qualquer lugar, a qualquer momento.
O CNN destacou a mesma coisa, inclusive comparando com a experiência até então disponível nos antigos Zune, que só permitia compartilhamento com o PC. Depois da Xbox LIVE, a expectativa, segundo a reportagem, é que haja integração também com smartphones que rodem Windows Mobile (7?). Também deixou claro que, num primeiro momento, o iPod touch não é o competidor direto do Zune HD, mas sim dispositivos que, atualmente, abocanham os 25% de mercado que a Apple não tem, como a linha Walkman, da Sony.
David Coursey, da PC World, mostra-se um tanto cético quanto ao sucesso do Zune HD, e atribui seu provável fracasso à ausência de um ecossistema de aplicativos tal qual o iPod/iPhone possui através da App Store. Há um pouco de desinformação em seu texto, ao comparar o iTunes com o Windows Media Player, e nota-se claramente uma inclinação para o lado da Apple, afinal, o Coursey sequer usou o Zune HD ainda. Mas o argumento dele é totalmente válido: se a Microsoft não tiver uma gama de aplicativos realmente boa, será difícil bater os produtos da Apple.
O Gizmodo fez uma listinha de prós e contras. Gostaram muito do hardware, integração de software, funções HD (vídeo e rádio) do aparelho, e se impressionaram com a navegação web, mesmo powered by IE 6. Acharam meio "nhé" ter que pagar U$ 89 na dock para fazer a transmissão HD para televisores e a interface que, às vezes, confunde o usuário (acho que é questão de treino). Por fim, não gostaram das capacidades oferecidas (16 e 32 GB), e da baixa quantidade de CODECs suportados.
No geral, as primeiras análises análises chegaram ao seguinte consenso:
- Hardware excelente, recursos inovadores e agradáveis;
- Experiência musical para audiófilo nenhum botar defeito;
- Ótima integração com outros produtos da Microsoft, com perspectivas de melhorias para breve;
- Ausência de aplicativos, especialmente de terceiros.
Por fim, o anythingbutipod desmontou um Zune HD, e entre um chip Tegra e um receptor WiFi, encontraram uma dedicatória "para nossa princesa". Uma das funcionárias integrantes do time do Zune faleceu durante o projeto, e então, decidiram incluir essa pequena homenagem no produto final. Justa e bela, IMHO.
Quem escreveu?
Rodrigo P. Ghedin. Blogger, MVP Microsoft, acadêmico de Sistemas de Informação e bacharel em Direito.
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