No segundo dia da PDC 2009, durante a apresentação do Silverlight 4, tentaram demonstrar um iPhone, da Apple, executando vídeo via Silverlight. "Tentaram" porque, após quatro tentativas, parece que a coisa não funcionou. Só que, ao contrário do que os teóricos da conspiração disseram na época, a falha aparentemente foi do apresentador, e não do recurso em si. Quem tiver dúvidas, é só apontar o iPhone para http://iis.net/iphone e ver por si mesmo.
Não tente procurar um improvável "Silverlight" na App Store, nem espere por ele nas próximas semanas. A Apple é rigorosa, e se nem o Flash, da Adobe, foi liberado, muito menos o Silverlight o será. O ponto sensível desse recurso está não no cliente, mas sim no servidor, no IIS Media Services.

iPhone com Silverlight (ou parte dele).
Primeiro, é preciso esclarecer que apenas o (smooth) streaming de vídeo está disponível no iPhone. Não haverá apps, nem sites construídos sob a tecnologia rodando no Safari Mobile. A solução da Microsoft engloba vídeo, e apenas vídeo, via Silverlight.
Assim, o que a empresa de Redmond fez foi implementar uma solução no servidor IIS 7 que "transcode", sob demanda, conteúdo para o iPhone. Quando um servidor com tal característica recebe uma requisição de um iPhone, o vídeo é convertido de H.264 para streaming em MPEG2, compatível com QuickTime e nos moldes do protocolo de streaming proposto pela Apple (HTTP Live Streaming), e entregue através de uma tag <video>, do HTML 5.
Por que a Microsoft fez isso? Por uma demanda do mercado. A proposta do Silverlight é ser onipresente nos computadores e dispositivos ligados à Internet, e junto aos consumidores, a Microsoft descobriu que o iPhone tem força nesse segmento, e que seus usuários queriam conteúdo em vídeo no dispositivo da Apple. Assim, pesquisaram e encontraram uma solução para o problema proposto, funcional e, o que é mais importante, com a complacência da Apple, que é muito rigorosa acerca do que roda em seu smartphone.
A principal vantagem de servidores que rodam IIS 7 e entregam conteúdo Silverlight para iPhone também, é que, com essa solução, não é preciso alterar a estrutura do servidor, ou entregar vídeos em dois formatos distintos, um para todos (Silverlight), e outro para iPhone. A estrutura não muda, mas mesmo assim, atinge-se um público maior.
Fonte: Ars Technica.
Quem escreveu?
Rodrigo P. Ghedin. Blogger, MVP Microsoft, acadêmico de Sistemas de Informação e bacharel em Direito.
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