Microsoft detém 33% do mercado móvel brasileiro

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Motorola Q11.

Motorola Q11.

Ontem a IDC revelou números interessantíssimos sobre a participação de mercado dos sistemas operacionais móveis no Brasil. O que mais chama a atenção é o forte crescimento do Windows Mobile, sistema da Microsoft. Ele fechou o primeiro trimestre de 2010 com 33%, mais que o dobro do número obtido no último trimestre do ano passado (15%).

Interessa notar que, desde o começo do ano, o Windows Mobile passou a ficar "datado". A plataforma, que já sofria com os avanços de competidos mais novos e modernos, como iPhone OS e Android, foi deixada de lado pela sua criadora no momento em que ela anunciou o Windows Phone 7, um projeto completamente novo e sem qualquer ligação com a versão atual.

Lá fora, essa série de eventos refletiu-se em quedas vertiginosas nas vendas de aparelhos com Windows Mobile. No mesmo período avaliado pelo IDC, segundo o Gartner, no mundo todo o Windows Mobile encolheu. A participação de mercado caiu aproximadamente 4%, e fechou o primeiro trimestre do ano em 6,8%, atrás até mesmo do Android, que teve um gigantesco salto no período, saindo de 1,6% para 9,6%.

O que explica essa disparidade do Brasil em relação ao resto do mundo? Celso Winik, gerente da área de mobilidade da Microsoft Brasil, em entrevista ao IDG Now! credita parte desse sucesso à abordagem da empresa em relação os chamados "Messenger Phones", smartphones mais baratos cujo principal chamariz é o fato de terem clientes e condições especiais para o Windows Live Messenger, programa de bate-papo mais utilizado no Brasil. Contratos corporativos, ambiente no qual o WinMo ainda é bastante forte, também podem ter impulsionado os números.

Deixo apenas registrado o receio de que esse sucesso todo da versão atual atrapalhe os planos da sede no que toca ao Windows Phone 7 no Brasil. Com tantos desafios em vista, especialmente a implementação do Zune e Xbox no Brasil, ver que a versão legada do sistema continua fazendo sucesso e bem próxima da liderança no segmento pode funcionar como um desestimulante no que tange a novidades.

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Rodrigo P. Ghedin. Blogger, MVP Microsoft, acadêmico de Sistemas de Informação e bacharel em Direito.
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  • "tantos desafios em vista, especialmente a implementação do Zune e Xbox no Brasil"

    Como assim? O zune vai ser vendido oficialmente no Brasil?
  • Brennus
    E lá se vai o Windows Phone 7, agora já sabemos porque a Microsoft disse que ia manter o Windows Mobile vivo em alguns países semi-periféricos =/
  • Toni
    Então eu acredito que com a chegada dos novos aparelhos com o novo SO, provavelmente estão com medo de encalhar nas lojas os com Windows Mobile e estão barateandos os aparelhos. Ai nego aproveita pra comprar. Pelo menos acho que é isso.
  • Cristiano Nilsen
    Não diria que a era Windows acabou, acho que só tende a acrescer, embora isso seja a maior vontade das concorrentes (inclusive linus), além disso não esqueça que a Microsoft não tem só Windows.

    http://www.microsoft.com/brasi...
  • Lucas
    Não se vejo isso como bom ou ruim. O Windows Mobile não é tão bom, fato, mas atende algumas coisas a que ele se propõe. Mas é datado, como vc disse, e o Windows Phone 7 tá chegando pra "abalar a estrutura", uahsuahs!
  • Irene Murano
    A era Windows acabou, diz Joe Wilcox
    O novo problema da Microsoft é repentino e inesperado: sistemas operacionais concorrentes saindo do smartphone e indo para o PC e similares e vice-versa. O iPhone OS da Apple no iPad é um exemplo.




    “Há cerca de cinco anos, quando blogava como analista, afirmei que a relevância computacional tinha começado a migrar do desktop Windows para os serviços online oferecidos a qualquer hora, em qualquer lugar e sobre qualquer serviço. O dia da mudança chegou: 2010 marcará dramáticas mudanças do monopólio do Windows para outras coisas. A mudança é inevitável e, tal como a IBM dos anos 1980, não há nada que a Microsoft possa fazer para mudar seu destino nesta década. A era Windows acabou”, diz Joe Wilcox no Betanews.

    Para ele, o que há de mais interessante nesse história é a invasão do território do Windows pela concorrência. “A crescente relevância dos serviços em nuvem para dispositivos móveis revela similaridades com a migração dos mainframes para PCs. O novo problema da Microsoft é repentino e inesperado: sistemas operacionais concorrentes saindo do smartphone e indo para o PC e similares e vice-versa. O iPhone OS da Apple no iPad é um exemplo”.

    “O Windows é uma máquina de fazer dinheiro. Mas o monopólio do mainframe IBM antes da era PC também era. O PC DOS/Windows não destruiu a IBM ou seu monopólio do mainframe, mas simplesmente diminuiu sua relevância. O Windows segue pelo mesmo caminho. As aplicações dispositivo-a-nuvem simplesmente vão tirar do Windows a sua importância. É inevitável”, pondera Wilcox.

    Ele lembra que, antes do PC, os computadores eram grandes e caros e só podiam ser comprados por grandes empresas, mas o PC estendeu a utilidade dessas máquinas a muito mais gente, em muito mais lugares e a um custo muito mais baixo. Com medo de perder clientes, a IBM lançou seu computador pessoal (PC) em 1981, mas seu monopólio no mainframe tornou a empresa lerda na adaptação à nova era.

    “Quase três décadas mais tarde, a situação da Microsoft é muito similar à da IBM com seu monopólio do mainframe. O principal negócio da Microsoft é vender software aos mesmos velhos clientes corporativos, tal como a IBM de 30 anos atrás. Muitas das estratégias corporativas da Microsoft seguem o mesmo padrão: fazer concessões e evitar riscos para conservar esses clientes”, observa Wilcox.

    Por isso, pode não parecer óbvio para muita gente que a galinha dos ovos de ouro da Microsoft pode ficar estéril, destaca ele. “Isso porque a mudança pode ser dramática e repentina, embora sua evolução e causas tendam a ser lentas. O Muro de Berlin caiu repentinamente em 1989, mas não antes da Perestroika e de um aquecimento da Guerra Fria. Similarmente, o domínio do Windows vai enfraquecer repentinamente e, prevejo, durante a primeira metade desta década. Será a alvorada de uma nova era”.

    “O CEO da Microsoft, Steve Ballmer, deveria ter me ouvido. Em dezembro, dei-lhe 10 razões pelas quais a Microsoft deveria comprar a Palm. Se o tivesse feito, o futuro da estratégia da Microsoft para o mercado de celulares seria mais forte e o Windows não teria sido enfraquecido pelo fato de um de seus maiores parceiros estar se adaptando a um sistema operacional alternativo. A HP já anunciou um tablet baseado no WebOS. O próximo passo lógico da HP é lançar um laptop rodando o WebOS. Perder a HP é ruim, mas pode haver mais encrenca chegando. A Sony é mais uma traidora no pedaço”, destaca Wilcox.

    Leia mais no artigo completo de Wilcox.
    http://www.betanews.com/joewil...
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