A transição já começou, e faz tempo. Não é de hoje que processadores 64-bit estão no mercado - na realidade, faz anos. Apesar da popularidade, e do Windows possuir sabores 64-bit desde o restrito Windows XP 64-bit Edition, passando à disponibilidade universal no Vista, a nova arquitetura ainda não "pegou".
Apesar dessa lentidão, vários programas já começam a se adaptar, e um dos nichos que podem fazer a diferença, especialmente se mostrarem ganhos reais em desempenho e estabilidade frente às versões 32-bit, é o dos navegadores. Os navegadores padrões do Windows e Mac OS X, Internet Explorer e Safari, respectivamente, já passaram pela transição. No caso do Windows, a 64-bit coexiste com a 32-bit, em grande parte devido a incompatibilidades com plugins, notoriamente o do Flash, da Adobe. E os demais?
O Google já trabalha numa versão 64-bit do Chrome, e na última sexta-feira, surgiram no FTP da Mozilla as primeiras (nightly) builds do Firefox 64-bit. Ainda estão bem "cruas", não há sequer instalador, mas é um início, o primeiro passo de um dos recursos prometidos para a versão 4.0, a ser lançada entre o final de 2010 e começo de 2011.
Com grandes programas migrando para 64-bit, como navegadores, Office 2010, dentre outros, juntamente com o aumento do poder de processamento e disponibilidade de memória das máquinas atuais, é de se esperar que a velocidade de adoção dos sistemas 64-bit aumente. E que venha o progresso!
Fonte: DeepTech.
Quem escreveu?
Rodrigo P. Ghedin. Blogger, MVP Microsoft, acadêmico de Sistemas de Informação e bacharel em Direito.
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