Na última segunda, a Apple lançou a versão final do Safari 5, seu navegador Web. A empresa, que vive uma verdadeira cruzada contra o Flash, da Adobe, aposta em padrões (duvidosos, é verdade) e velocidade para conscientizar desenvolvedores de que o HTML5 é um substituto, e não um complemento, do Flash.
Questões ideológicas e mercadológicas à parte, a verdade é que as principais novidades do Safari 5 ficam nos bastidores, por baixo dos panos. Mais velocidade, novas funções do HTML5 e CSS3, e por aí vai. De visível, mesmo, apenas duas: modo Leitor e opção nativa pelo buscador Bing, da Microsoft.
O modo Leitor é um modo de visualização que extirpa da página seu layout e eventuais propagandas, deixando em destaque apenas o que importa, o texto. O recurso é baseado no bookmarklet Readability, e na versão embutida do Safari, escurece o fundo do site e traz comandos espertos no rodapé da página.

Já o aparecimento do Bing no Safari, bem como no novo iOS 4, sistema operacional móvel da Apple, pode ter motivações políticas. A Apple anda se estranhando, também, com a Google, principalmente no mercado móvel, onde seus sistemas, iOS e Android, brigam de forma ferrenha. Incluir um terceiro buscador (Yahoo! já estava incluído em versões anteriores) pode ter sido uma maneira de afetar, indiretamente, a Google.
O instalador tem 31 MB, e o download é gratuito. O Safari 5 é compatível com os Windows XP, Vista e 7, e pode ser baixado aqui.
