Arquivos da categoria ‘Artigos’

Juice: acompanhe seus podcasts favoritos

Publicado em 19/04/2008, na categoria Artigos, Downloads. 8 comentários »

Curto e grosso: eu não gosto do iTunes. Programa pesado e atualizações gigantescas, combinação bombástica para quem prefere sempre leveza e atualizações inteligentes. Porém, um recurso legal da jukebox da Apple é o agregador de podcasts, que permite acompanhar os programas favoritos automaticamente, tal qual se faz com feeds convencionais.

Juice.Felizmente, existem alternativas mais leves e menos intrusivas que fazem isso. Dentre elas, acredito que a mais legal, simples e fácil de usar seja o Juice, que apesar do nome, não é e nem faz suco. Este agregador, além de gratuito, é também multiplataforma: há versões para Windows e Mac OS X (Linux, curiosamente, não tem).

Mas chega de enrolação, e vamos ver como cadastrar e acompanhar seus podcasts favoritos através do Juice. Continue lendo »

Windows entrando em colapso? É o que diz o Gartner

Publicado em 11/04/2008, na categoria Artigos, Rumores, Windows. 31 comentários »

O Gartner é famoso por suas previsões e recomendações. Ontem, a bola da vez foi a Microsoft e, mais especificamente, o Windows. Michael Silver e Neil MacDonald, dois analistas do instituto, afirmaram que, se a Microsoft não realizar mudanças profundas em seu sistema operacional, a empresa corre o risco de perder a liderança do mercado. Segundo a dupla, a situação está “insustentável”, e se nada for feito, o Windows “entrará em colapso”.

Apesar dessa natureza apelativa, os motivos que fundamentam a declaração são interessantes, e fazem sentido. O Vista é citado, e de maneira negativa. Dizem eles que a última versão do Windows é vista como apenas um punhado de melhorias sobre uma base sólida (XP), e que por causa disso, usuários corporativos não vêem motivos para realizar a migração.

Outros pontos criticados vão desde a base inchada do código-fonte do Windows, passando pela sua natureza monolítica, que impede o sistema de rodar em configurações mais modestas, além de elevar o custo para o usuário final, até mesmo no caso das edições mais simples. Há rumores no ar de que o Windows Seven será modular, o que significa que o sistema operacional será vendido “pelado”, e paralelamente, a Microsoft disponibilizará módulos comprados à parte para agregar a ele. Ou seja, você compra o Windows, depois compra o módulo Media Center, e também o módulo Internet. Nada é certo, ainda, mas a possibilidade existe.

Por fim, recomendações à Microsoft: invistam em virtualização, alterem radicalmente a política de licenciamento do Windows, e façam-no modular.

Um ponto interessante citado por Joe Wilcox versa sobre a (pouca) importância do sistema operacional atualmente, e como isso pode contribuir para a queda do império da Microsoft. Diz ele que o monopólio da Microsoft, obtido na década passada, ocorreu porque o Windows era a plataforma de negócios do momento, o que fomentou e possibilitou a muitas third parties ganharem dinheiro. Hoje, o sistema operacional já não é mais tão relevante. A Internet, através do navegador, tomou para si esse papel. O Google é a prova-mor de tal afirmação, e até mesmo a própria Microsoft percebeu que o futuro está aí. Há uma relação antagônica entre web 2.0 e Windows: enquanto o primeiro foca em simplicidade e infra-estrutura invisível ao usuário, custeada por grandes players, o Windows vai na contramão, exigindo hardware pesado para rodar, e sendo incapaz, por exemplo, de funcionar decentemente no que o povo quer: smartphones (como a Apple faz com o Mac OS X para iPhone/iPod touch), ou mesmo notebooks de baixo custo (Linux e Windows XP conseguem essa proeza).

Vamos fazer um exercício, pensar em algumas possibilidades e fazer previsões (/mae-dinah mode on).

Apesar de todo o bafafá em torno do Windows Seven, o prazo curto estipulado para seu lançamento, aliado às poucas e não tão entusiasmantes declarações sobre novidades incluídas nele, levam a crer que será um upgrade bastante singelo. Arrisco dizer que será algo como o que aconteceu com o Windows Mobile 6.0 > 6.1; talvez um pouco mais drástico, mas nada muito relevante. Não faria sentido a Microsoft lançar uma mega-atualização apenas dois anos depois do Vista, a versão mais cara e demorada já produzida em Redmond. Qualquer coisa fora disso indicam que, sim, o Vista é o “Me II”.

Em paralelo ao Windows, temos o MinWin e o Singularity, dois embriões do que podem vir a ser linhas completamente novas de sistemas operacionais da Microsoft. Chutar o balde da retrocompatibilidade seria uma jogada arriscada, talvez a mudança mais importantes da história da Microsoft, e embora isso pudesse ser a ruína da empresa, por outro lado pode representar um reboot bem-vindo, a chance de colocar tudo nos trilhos, fazer algo com total esmero, sem preocupações com programas criados há quinze, vinte anos. Cada ponto ruim do Windows, cada recurso mal introduzido/aproveitado, cada fonte de críticas de usuários e analistas, poderia ser atacado e corrigido. Imagine um Windows completamente novo. Imagine o impacto que isso traria ao mercado. Imaginou? É, também não consegui.

Fonte: IDG Now!

2º encontro Microsoft com bloggers

Publicado em 31/03/2008, na categoria Artigos. 13 comentários »

Na última sexta-feira (28/03), às 17h30min, rolou na sede da Microsoft Brasil, em São Paulo, o segundo encontro com bloggers promovido pela empresa (relembre o primeiro clicando aqui). O WinAjuda, tal qual ano passado, esteve presente, só que "virtualmente" desta vez. Segue abaixo o relato do evento.

Como dito, não pude estar lá fisicamente. A solução, encontrada junto ao Galileu, organizador dos encontros, foi uma participação online, através da excelente solução Live Meeting. Dessa maneira, pude acompanhar o debate e até participar, timidamente, direto do QG do WinAjuda, também conhecido como apartamento onde vivo. A GVT, que há quase um mês enrolava para liberar um upgrade na minha conexão, fez o favor de finalmente atender minha requisição na manhã daquele dia, o que ajudou a tornar a experiência melhor (2 mbps sempre ajudam). Continue lendo »

Minha experiência com o Ubuntu Linux

Publicado em 10/03/2008, na categoria Artigos. 48 comentários »

Esta semana foi um tanto diferente para mim. Após anos e anos de uso exclusivo do Windows, me vi obrigado a recorrer ao Linux, graças a problemas no sistema, cumulados com a falta do CD de instalação. Como já tinha a imagem do Ubuntu 7.10, foi ela a escolhida. Instalei como quebra-galho, e gostei do que vi.

Pra ser sincero com vocês, estou me sentido um John C. Dvorak pobre. A quem não entendeu a referência, eu explico: Dvorak é um conceituado analista de mercado, escreve colunas muito boas (são ou eram publicadas na INFO, por aqui), e durante toda sua vida utilizou Windows. Um dia, recém-chegado num escritório, lhe perguntaram se queria um Mac ou PC. Ele escolheu um Mac, e vejam só, se surpreendeu com a qualidade do sistema. Mais detalhes dessa historinha ilustrativa aqui

Bom, ao contrário do Dvorak, não usei o Mac OS X, mas sim o Ubuntu Linux. E também não vou fazer propaganda pró-Linux, primeiro porque isso é um saco (já me viram recomendar o Windows descaradamente por aqui?), e segundo porque não convém (cada um usa o que quiser). O que quero demonstrar neste texto é a experiência de um usuário de Windows no sistema do pingüim, e só.

Ubuntu Linux.

Um ponto interessante a ser abordado neste contexto é o comportamento de alguns linuxers. Conversando com um, logo após ter instalado o Ubuntu, comentei que estava utilizando tal distribuição, e a resposta que recebi foi “o ruim do Ubuntu é que, com ele, você não aprende a usar Linux”. Não respondi, mas se o fizesse, teria dito “e daí?”. Empresas e pessoas realmente interessadas no futuro do Linux investem pesado para acabar com esse estigma de que Linux é complicado, mas muitos usuários, que deveriam trabalhar para reforçar essa mensagem, jogam contra, fazem exatamente o contrário. Ou alguém aí usa Windows porque quer aprender como o sistema funciona? Não! A maioria usa Windows porque está familiarizada com ele, e está assim porque o sistema é fácil e intuitivo.

Questões filosóficas à parte, vamos às minhas impressões. A instalação é fácil e rápida, e quando termina, o sistema está pronto para uso. Um bom número de programas úteis vem instalado por padrão, só notei que alguns deles, como o Firefox e o OpenOffice, apareceram em inglês. Isso pode ser resolvido baixando os pacotes de idioma através do Synaptics, mas aí a questão do “fácil de usar” meio que vai pelo ralo. Detalhes, enfim.

A interface é bonita e bem resolvida, e a usabilidade é um dos pontos altos. Gostei da maneira como as janelas de configurações são organizadas, e principalmente da ausência dos botões “Aplicar” e “Ok”. As alterações são on the fly, ou seja, mexeu em algo, está feito, sem precisar de confirmações. Esta é apenas uma das caraceterísticas que jogam a favor.

Quando usei Linux pela última vez, lá pelos idos de 2002, a distribuição com a qual brigava (”usar” é um termo pouco apropriado para o que acontecia entre eu e o PC) era a Red Hat 7.3. Naquele tempo, qualquer usuário médio sentia calafrios quando ouviam as palavras “Linux” e “impressora” numa mesma frase. A instalação de programas era via linha de comando, através de comandos intimidadores para quem usava Windows. Minha experiência com o Red Hat 7.3 durou algumas horas, tempo suficiente para eu, como root, detonar o sistema de forma irremediável.

Essa experiência traumática rapidamente dissipou-se no Ubuntu 7.10. Impressora, mouse, câmera digital, absolutamente tudo que testei via USB, foi instalado de forma indolor e silenciosa. A parte da impressora em especial me surpreendeu: pluguei, e depois de alguns segundos, ela estava pronta para ser usada. Detalhe que, no Windows XP, sou obrigado a baixar um driver bloatware, e no Vista, sou obrigado a fazer um workaround furado que funciona quando quer. Isso me fez pensar: é muito difícil para a Microsoft desenvolver drivers para periféricos ela mesma? Digo, mesmo que o custo fosse alto, metade das reclamações sobre o Vista, por exemplo, não existiria. Isso é algo a ser questionado…

Instalação da HP 3820.

A instalação de programas pode ser feita tanto via interface gráfica (Adicionar/Remover…), quanto pela linha de comando, através do maravilhoso apt-get. O apt-get, embora seja via linha de comando, tem uma estrutura fácil de memorizar, e muito eficiente. Através de comandos simples e lógicos, é possível instalar, atualizar e remover programas. Digitando “apt-get install opera”, por exemplo, o navegador Opera é baixado e instalado, automaticamente, sem intervenção do usuário. A interface gráfica é praticamente a mesma coisa, mas tudo é feito com o mouse (obviamente).

Adicionar/Remover…

Apesar dos elogios descritos acima, nem tudo são flores. Muita coisa ainda precisa ser configurada no braço, ou seja, via terminal (linha de comando). A salvação é que existe muita documentação, oficial ou não, sobre praticamente tudo. A única coisa que não consegui foi habilitar suporte a Real Video sem precisar instalar o Real Player - que, aliás, é muito simpático no Linux. De resto, consegui instalar o candy eye Compiz-Fusion, habilitar o controle de brilho do monitor através do teclado, instalar fontes True Type, instalar o AWN (Dock), dentre outras coisas. Mesmo não querendo, mesmo usando uma distro onde tudo colabora para facilitar a vida do usuário, ainda é necessário recorrer ao terminal. Nada demais para um usuário intermediário, mas algo revelante para quem compra seu primeiro PC nas Casas Bahia, por exemplo.

Senti falta de programas, como um cliente decente para o Twitter (aquele Twitux é ridículo), e um editor de imagens bom (GIMP não se compara ao Fireworks). Em outras áreas, há softwares iguais ou equivalentes, e essa foi uma grata surpresa.

Estou há quase uma semana com o Ubuntu, e digo que, sim, dá para sobreviver com ele. O GNOME facilita muito a migração, e faz com que o usuário de Windows se sinta em casa (ou quase isso). É um sistema legal, bem construído, e com usabilidade caprichada. Para quem não pode arcar com uma licença do Windows, é uma ótima saída. Repetindo o que escrevi n’outro post, em meu blog pessoal, ainda prefiro e recomendo o Windows, mas confesso que passei a ver o Linux com outros olhos depois dessa experiência…

Ah sim: já reinstalei o Windows.

Notebook na escola: dá certo?

Publicado em 01/03/2008, na categoria Artigos. 41 comentários »

XO para cá, Classmate para lá, Positivo na briga também… Afinal, por trás dessa corrida desenfreada na busca do notebook ideal para as crianças utilizarem na sala de aula, será que um PC portátil ajudaria no aprendizado? Na minha modesta opinião, a resposta é: sim! E neste artigo, explicarei o porquê. Continue lendo »

VistaXP, do KoL: sucesso, Microsoft e advogados

Publicado em 26/02/2008, na categoria Artigos, Deskmod. 17 comentários »

Lá pelos idos de 2005, quando o Windows Vista ainda estava longe de ser lançado, mas vários dos seus detalhes já eram conhecidos, houve uma febre para reproduzir o visual do futuro sistema no então atual, o Windows XP. Nessa, surgiram visual styles, skins, temas, ponteiros de mouse e wallpapers os quais, utilizados em conjunto e com a ajuda de programas de terceiros, chegavam perto do visual do Vista da época.

Dentre aquele mar de resources, o designer Francisco Javier Ocasio Gotay, mais conhecido pelo nickname KoL, famoso pelos seus trabalhos em visual styles, lançou o VistaXP, um VS que, rapidamente, ganhou a preferência de muitos adeptos de deskmod, dada a sua qualidade e semelhança com o tema do Vista.

VistaXP.

O VistaXP fez muito sucesso. Chegou a fazer parte de um deskmod do mês, aqui mesmo no WinAjuda, em novembro de 2005. Só para sentirem o sucesso que esse VS fez, por muito tempo o de novembro foi o deskmod do mês mais requisitado do site.

Em dezembro de 2005, a Microsoft proibiu a distribuição daquele tema, conforme este texto do site WinMatrix relata. Por intermédio do escritório de advocacia Seed IP, a empresa alegou que o trabalho do designer utilizava material protegido por copyright: artwork, interface, fontes e imagens. E, assim, o VistaXP, que fora feito com base no Longhorn build 5203, sumiu da Internet.

Passados alguns anos, como fica a questão? O tema ainda é proibido? Não sei. Só sei que, caso aquela ameaça de processo ainda esteja de pé, soa no mínimo ridículo, dado o enorme contingente de temas Vista-based que entope sites de deskmod atualmente. Esse lance de ameaças judiciais é comum no mundo da informática. Outro exemplo clássico é o do Y’z Dock, um programinha muito bacana criado por um japonês que imitava o Dock, do Mac OS X. Há anos é proibido distribui-lo, graças a uma ameaça da Apple. Mas e o RK Launcher, RocketDock, ObjectDock? Pois é.

PS: Eu tenho o VistaXP, obtido antes da proibição começar a valer. Como há dúvidas quanto à vigência dela, não dá para distribui-lo - ainda. Há alguns dias estou conversando com a contatos na Microsoft Brasil sobre o caso, mas está difícil obter um posicionamento, afinal, a questão é um tanto antiga e obscura. Assim que tiver uma resposta concreta sobre o assunto, aviso aqui.

LiveStation: assista TV no computador

Publicado em 22/02/2008, na categoria Artigos, Internet. 3 comentários »

Lembram do LiveStation? Criado pela Skinkers em parceria com o Microsoft Research, é basicamente um concorrente do Joost, ou seja, um programa para se ver televisão através da Internet.

Nessa semana, o beta foi expandido, e na nova leva de convidados, meu e-mail estava incluído. Baixei, instalei, e… bom, vamos aos resultados! Continue lendo »

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