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VistaXP, do KoL: sucesso, Microsoft e advogados

Publicado em 26/02/2008, na categoria Artigos, Deskmod. 17 comentários »

Lá pelos idos de 2005, quando o Windows Vista ainda estava longe de ser lançado, mas vários dos seus detalhes já eram conhecidos, houve uma febre para reproduzir o visual do futuro sistema no então atual, o Windows XP. Nessa, surgiram visual styles, skins, temas, ponteiros de mouse e wallpapers os quais, utilizados em conjunto e com a ajuda de programas de terceiros, chegavam perto do visual do Vista da época.

Dentre aquele mar de resources, o designer Francisco Javier Ocasio Gotay, mais conhecido pelo nickname KoL, famoso pelos seus trabalhos em visual styles, lançou o VistaXP, um VS que, rapidamente, ganhou a preferência de muitos adeptos de deskmod, dada a sua qualidade e semelhança com o tema do Vista.

VistaXP.

O VistaXP fez muito sucesso. Chegou a fazer parte de um deskmod do mês, aqui mesmo no WinAjuda, em novembro de 2005. Só para sentirem o sucesso que esse VS fez, por muito tempo o de novembro foi o deskmod do mês mais requisitado do site.

Em dezembro de 2005, a Microsoft proibiu a distribuição daquele tema, conforme este texto do site WinMatrix relata. Por intermédio do escritório de advocacia Seed IP, a empresa alegou que o trabalho do designer utilizava material protegido por copyright: artwork, interface, fontes e imagens. E, assim, o VistaXP, que fora feito com base no Longhorn build 5203, sumiu da Internet.

Passados alguns anos, como fica a questão? O tema ainda é proibido? Não sei. Só sei que, caso aquela ameaça de processo ainda esteja de pé, soa no mínimo ridículo, dado o enorme contingente de temas Vista-based que entope sites de deskmod atualmente. Esse lance de ameaças judiciais é comum no mundo da informática. Outro exemplo clássico é o do Y’z Dock, um programinha muito bacana criado por um japonês que imitava o Dock, do Mac OS X. Há anos é proibido distribui-lo, graças a uma ameaça da Apple. Mas e o RK Launcher, RocketDock, ObjectDock? Pois é.

PS: Eu tenho o VistaXP, obtido antes da proibição começar a valer. Como há dúvidas quanto à vigência dela, não dá para distribui-lo - ainda. Há alguns dias estou conversando com a contatos na Microsoft Brasil sobre o caso, mas está difícil obter um posicionamento, afinal, a questão é um tanto antiga e obscura. Assim que tiver uma resposta concreta sobre o assunto, aviso aqui.

LiveStation: assista TV no computador

Publicado em 22/02/2008, na categoria Artigos, Internet. 3 comentários »

Lembram do LiveStation? Criado pela Skinkers em parceria com o Microsoft Research, é basicamente um concorrente do Joost, ou seja, um programa para se ver televisão através da Internet.

Nessa semana, o beta foi expandido, e na nova leva de convidados, meu e-mail estava incluído. Baixei, instalei, e… bom, vamos aos resultados! Continue lendo »

Antivírus pesado é realmente necessário?

Publicado em 18/02/2008, na categoria Artigos, Segurança. 55 comentários »

Quando Jim Allchin disse que o Windows Vista é tão seguro que poderia ser utilizado sem antivírus até por uma criança de sete anos, sem problemas, meio mundo caiu de pau em cima dele. Entenda por “meio mundo” empresas de segurança que se mantêm às custas dos problemas que malwares em geral causam ao sistema da Microsoft. Bom, como eu estou longe de ter a relevância de um peixão da Microsoft, e não tenho rabo preso com nenhuma fabricante de soluções de segurança, posso dizer que, sim, antivírus é dispensável.

Essa declaração não é radicalismo besta, ou rebeldia sem causa. Não ligo de usar uma solução antivírus, desde que ela não seja tão intrusiva quanto minha mais recente experiência, o Kaspersky 7.0, tem se mostrado. O Windows com e sem ele parece dois sistemas completamente diferentes. Sem antivírus, sistema rápido e eficiente; com antivírus, lentidão irritante. Essa característica “matadora” (da paciência do usuário) não é exclusividade do programa russo; o Norton AntiVirus, da Symantec, há anos tenta se livrar da fama de carroça, fruto dos péssimos programas lançados no início da década - hoje em dia, sinceramente, não sei como as coisas andam por lá. Outros tantos estão na mesma situação.

Melhor que antivírus, é ter bom senso e ser desconfiado. Estes sim são o que protegem o usuário dos males que a Internet reserva. Afinal, se o usuário não acessa sites de gosto duvidoso, e analisa bem os anexos e links milagrosos que chegam via e-mail, o antivírus torna-se um fardo pesado e inútil.

Evidentemente há casos em que nada pode impedir uma contaminação (nem mesmo os antivírus). Para nossa sorte, porém, eles são raros - o último do qual me recordo foi o Blaster, cerca de cinco anos atrás. Manter o sistema atualizado é mais importante do que manter o antivírus atualizado. Fato.

Antes que administradores de rede me crucifiquem, deixo claro que tudo isso que escrevi se refere ao uso doméstico do PC. Não dá para exigir bom senso e responsabilidade de um grupo de trabalho grande; nesses e n’outros casos, como o do PC compartilhado com irmãos menores sem noção, o antivírus torna-se indispensável. É triste, mas é a realidade.

Jim Allchin.

Voltando à declaração de Allchin, ele tinha razão: no Vista, a vida dos crackers fica ainda mais difícil, graças a ferramentas chatas, porém eficazes nesta guerra. O UAC é considerado por muitos um recurso oriundo do pacto feito entre Gates e o capeta, mas a verdade é que, em muitos casos, ele é bastante útil, especialmente para quem não tem muita familiaridade com decisões importantes ao funcionamento do sistema.

Eu uso antivírus. É o BitDefender 10 Free Edition. Ele é bem interessante: não tem proteção em tempo real, logo, não afeta o desempenho do Windows. Quando me deparo com algum arquivo suspeito, faço uma varredura, e pronto. Periodicamente, em geral a cada quinze dias, varredura completa do sistema. E assim vou levando, sem contaminações, e com um sistema estável e rápido.

Discorda? Concorda? Sei que o tema é polêmico, e a idéia é, aproveitando-se disso, gerar um debate saudável e instrutivo nos comentários. A minha opinião está aí, e a sua, qual é?

Análise do Firefox 3 Beta 3

Publicado em 13/02/2008, na categoria Artigos. 49 comentários »

Hoje foi lançado oficialmente o Firefox 3 Beta 3. “E daí?”, pode perguntar algum incauto leitor. “E daí” que, de todos os betas lançados até agora, este é o mais radical, com algumas promessas finalmente colocadas em prática, incluindo novidades no visual do software.

Deve ser meio chato para quem não usa o Firefox acompanhar todo esse oba-oba em cima do programa. A questão é que, ainda que ele seja inferior à concorrência em vários aspectos, e que não tenha o mesmo market-share do IE, o Firefox deu uma contribuição extremamente valiosa aos internautas: balançou o reinado da Microsoft no ramo dos navegadores. Isso trouxe conseqüências que ainda hoje ressoam, conseqüências estas as quais não estaríamos aproveitando se não fosse a proposta inovadora e interessante da Fundação Mozilla.

Mas, historinhas à parte, vamos ao que interessa. Continue lendo »

Bêabá do Deskmod: tudo sobre a arte de modificar a área de trabalho

Publicado em 09/02/2008, na categoria Artigos, Deskmod. 19 comentários »

Um pedido simples, direto e sincero, me foi feito dia desses, no fórum: “Um post com um tutorial do que é Deskmond e como personalizar seu Windows.” A grafia errada da palavra “deskmod” já denuncia a falta de intimidade do Marcelo com o assunto. Mas isso não é uma falha da parte dele; pelo contrário, acho que muitos se vêem na mesma situação, mas talvez por falta de maior interesse, ou até mesmo vergonha, não se expressem. A verdade é que falo tanto de deskmod, programas e resources aqui, coisas que exigem pré-requisitos não muito comuns, e acabo me esquecendo de quem está conhecendo este mundo interessante só agora.

Em virtude de tudo que foi explicado até agora, este texto foi concebido. Sua finalidade é servir de porta de entrada para os leigos ao assunto deskmod. Não é nada profundo ou complexo, mas apenas o básico para substituir o visual style Luna e o wallpaper do gramado do Windows XP. Vamos lá? Continue lendo »

Twitter no Windows

Publicado em 06/02/2008, na categoria Artigos, Internet, Windows. 7 comentários »

Conhecem o Twitter? É um sistema de micro-blogging. Cada mensagem pode ter, no máximo, 140 caracteres. O usuário pode seguir outros, recebendo as mensagens deles, e também ser seguido, o que significa que suas mensagens serão enviadas aos seus seguidores. O slogan do serviço, “what are you doing?” (algo como “o que você está fazendo?”), não limita os usos e possibilidades da ferramenta, que cai no gosto de quem se dispõe a testá-la.

Eu era um crítico ferrenho do Twitter. Tecnicamente falando, ainda sou mais o Pownce, cria do Kevin Rose (que também criou o Digg). Mas, como uma rede social não vive sem pessoas, e no Pownce ninguém me lia (snif :~), abandonei minha conta lá, e migrei para o Twitter.

Além de uma galera brasileira muito grande, outra vantagem do Twitter é a portabilidade. A API aberta e, aparentemente, fácil de trabalhar, garante a existência de plugins, widgets, gadgets, e mais um sem número de ferramentas que permitem brincar a partir de qualquer lugar. Na própria interface, é possível configurar um celular (via SMS), e programas de bate papo. Mas é fora dali que a coisa fica interessante…

Neste texto, mostrarei algumas soluções para “twittar” através do Windows, sem precisar abrir o site do serviço. Vamos lá? Continue lendo »

DreamScene não é o bastante: soluções para os Ultimate Extras

Publicado em 27/09/2007, na categoria Artigos, Windows Vista. 13 comentários »

Joe Wilcox escreveu uma interessante reflexão acerca dos Ultimate Extras em seu blog. O problema, como todos sabemos, reside na escassez de novas aplicações exclusivas para o Windows Vista Ultimate, fato este que vem gerando desapontamento, quando não fúria, entre os usuários desta edição do sistema.

Até o momento, a Microsoft lançou poucos Ultimate Extras. Anote aí: Hold’Em Poker, melhorias no BitLocker e EFS, Language Packs e DreamScene. Apenas quatro, sendo um incompleto (Language Packs), e outro que não passa de melhorias de um recurso já existente (BitLocker e EFS).

Ultimate Extras lançados até o momento.Como o próprio Barry Goffe vive dizendo em seus posts no blog oficial do Vista Ultimate, os consumidores da edição top do Windows são “apaixonados”. E, como qualquer um que já teve um relacionamento amoroso sabe que paixão é algo perigoso, pode cegar e gerar situações delicadas. Quem compra o Windows Vista Ultimate é entusiasta, gente de vanguarda, que influencia outras pessoas e é, no mínimo, muito exigente.

Voltando ao artigo do Wilcox, primeiramente ele traça um paralelo entre os antigos pacotes Plus! e os Ultimate Extras, comparando ambos e mostrando que o último é bem fraco em termos de expansão e utilidade em relação ao primeiro. A seguir, ele sugere algumas soluções simples, mas que de certo faria a felicidade geral da nação de compradores do Ultimate.

Soluções como oferecer softwares pagos de forma gratuita (Windows Live OneCare 2.0, por exemplo), ou permitir que desenvolvedores de fora criem softwares exclusivos para o Vista Ultimate, seguindo diretrizes rígidas da própria Microsoft, e distribuídos como Ultimate Extras. Outra idéia bacana é fazer uso da poderosa interface AERO, liberando softwares com esses efeitos via Ultimate Extras, e sem tais efeitos de forma convencional, para outras edições e versões do Windows. Mais: por que não liberar CTPs e betas fechados para usuários do Vista Ultimate? Coisas como versões preliminares de softwares da linha Live, betas de outros programas da Microsoft, como o Office, Works ou aplicativos da suíte Microsoft Expression, só para citar alguns.

Como se vê, a Microsoft tem inúmeras possibilidades de dar uma razão de ser para os Ultimate Extras. Os consumidores, a mídia, enfim, todo mundo já está cansado das desculpas pelos atrasos e promessas não cumpridas. E o humor do consumidor, para o bem ou para o mal, é um bom parâmetro para medir o sucesso de um software…